Serviço de Reabilitação do Hospital Walfredo Gurgel completa 30 anos

Assessoria de Comunicação 

Acordar, tomar banho e café da manhã, escovar os dentes, trocar de roupa e sair para trabalhar. Você já se imaginou impossibilitado de realizar algumas dessas atividades? Como seria seu dia a dia sem poder fazer coisas consideradas simples e rotineiras como, por exemplo, pentear o cabelo ou tomar um copo d’água? Assustador, não é? Pois fique sabendo que até o final da década de 80, no Rio Grande do Norte, as especialidades ligadas a área da reabilitação, não estavam disponíveis nos serviços públicos de saúde.

Este quadro, no entanto, começou a mudar no ano de 1988 com a chegada dos primeiros fisioterapeutas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG). Na área da reabilitação, o curso de fisioterapia foi o primeiro a ser aberto na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 1978. Este ano, a Divisão de Reabilitação, composta por fisioterapeutas (21), terapeutas ocupacionais (2) e fonoaudiólogas (6), completa 30 anos de assistência, mostrando, cada vez mais, a importância e a necessidade destes serviços especializados na recuperação do bom estado de saúde e na devolução de uma melhor qualidade de vida para o paciente, durante e após a internação.

A chefe da Divisão de Reabilitação do HMWG, a fisioterapeuta Edja Bonifácio, conta que, a série de exercícios e manobras aplicados no paciente, visam, “minimizar, ao máximo, ou mesmo sanar, as disfunções decorrentes das patologias apresentadas pelo paciente, sejam respiratórias, neurológicas, muscoesqueléticas ou do tecido conjuntivo”.

A fisioterapia também consiste em traçar condutas e procedimentos, de acordo com a necessidade de cada indivíduo, do tipo: aspirações, treinamento muscular, desmame do ventilador mecânico, alongamentos, mobilização passiva, ajuste postural, entre outros.

Sobre o campo de atuação da fonoaudiologia, a chefe do serviço, Karla Danielly, explica que o grupo atua “diretamente na reabilitação da comunicação oral e da deglutição, através da descontinuidade da via alternativa de alimentação. Auxiliamos também no desmame da traqueostomia junto às equipes da fisioterapia”.

A maior demanda desta especialidade está nos pacientes vítimas de Acidentes Cerebrais Vasculares (AVCs) que, quase sempre, apresentam sequelas motoras e alterações na linguagem oral e na deglutição. “Estamos presentes nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), enfermarias e Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). O trabalho da fonoaudiologia favorece o retorno da comunicação oral e a interrupção precoce do uso das sondas nasoenterais, reduzindo significativamente o tempo de internação, o possível desenvolvimento de pneumonias aspirativas e os custos hospitalares, além de devolver uma melhor qualidade de vida para o paciente”, afirma Daniele.

Assim como o retorno da função oral, outros aspectos ligados ao dia a dia do paciente também tem de ser recuperados. Somente assim, ele conseguirá realizar as Atividades da Vida Diária (AVDs) de maneira satisfatória. É neste momento que o trabalho da Terapia Ocupacional (TO) entra em campo. “Atuamos nas áreas: física, mental e social, com objetivo de tornar o indivíduo o mais independente possível dentro de suas limitações”, explica a gerente da TO, Jonara Crys Abreu Ramos.

A especialidade atende pacientes ortopédicos, neurológicos e vítima de queimaduras, realizando o treino das AVDs (alimentação, vestuário, higiene, mobilidade funcional, transferências, entre outros), assim como, confecção de órteses e adaptações. “A ideia é sempre deixar o paciente mais funcional. A gente busca fazer adaptações (órteses) como aumentar com espuma a área do cabo dos talheres para aquelas pessoas que por sequelas de uma queimadura, não conseguem mais fechar a mão. Assim, mesmo sem a funcionalidade total do membro, ele consegue levar a comida até a boca e comer”, explica Jonara.

A diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro, acredita que “qualquer especialidade que venha somar ao tratamento do paciente, será sempre bem vinda. Até porque nós, médicos, não fazemos tudo. O remédio, os exames, as cirurgias, são parte de um todo”, finaliza.

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