Reportagem do G1 revela que Alcaçuz tem o dobro de presos dez meses após o massacre

Crédito da foto: Arquivo do Jornal de Fato

O portal de notícias G1 – RN fez matéria especial sobre o “massacre de Alcaçuz”, que completa 10 meses terça-feira (14). O material jornalístico assinado Anderson Barbosa, mostra como está hoje o maior presídio estadual do Rio Grande do Norte e revela um dado bem preocupante: hoje Alcaçuz possui quase o dobro de presos em relação ao números de detentos que estavam no local no dia do massacre, 14 de janeiro de 2017.

A guerra entre grupos criminosos organizados transformou Alcaçuz em inferno, com a morte de 26 detentos, destes, 15 foram decapitados. Outras vítimas foram esquartejadas e carbonizadas.

A reportagem ressalta que o Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP-RN) teve dificuldades de identificar os mortos, inclusive, dois corpos ainda aguardam identificação por exames de DNA.

Mas, o que aconteceu com os 54 detentos que não foram localizados após a retomada da penitenciária? Quantos e quem serão responsabilizados pela matança? Questionam o repórter Anderson Barbosa, para arrematar: “São respostas que o governo tem dificuldade para responder.”

A reportagem segue: “Na época do massacre, Alcaçuz possuía algo em torno de 1.200 presos. Hoje, segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), órgão responsável pelo sistema carcerário, somente no PV5 (Presídio Rogério Coutinho Madruga) são 1.105 detentos. Já em todo o complexo, juntando Alcaçuz e o Rogério Coutinho, são 2.116 presos.

A Sejuc também afirma que dos 54 presos considerados desaparecidos e/ou fugitivos, 35 foram recapturados e 3 mortos nas ruas. Os nomes, no entanto, não foram revelados. Ou seja, de acordo com a secretaria, resta encontrar 16 detentos. Os nomes dos ‘sumidos’ também não foram divulgados. “

A matéria cita que o repórter questionou o motivo do segredo, mas a assessoria de comunicação do governo não explicou. “Disse apenas que a decisão de não revelar nomes foi tomada pelo secretário Luis Mauro Albuquerque Araújo, titular da Sejuc.”

Em nota, a Sejuc disse: “Alcaçuz é uma unidade transformada, que segue o novo modelo de administração penitenciária implementado pela Sejuc. Desde a retomada, a unidade passou por uma completa adequação baseada no tripé: adoção de procedimentos padrão, valorização dos agentes penitenciários e reestruturação física, com investimentos na ordem de mais de 3 milhões de reais.”

Como melhorias, a secretaria acrescentou que Alcaçuz possui um serviço de atendimento médico-odontológico permanente e psicólogo. “Lá, também foi desenvolvido o projeto pioneiro no país de erradicação de escabiose em toda a unidade prisional. Há ainda suporte religioso de duas a três vezes por semana”.

Como melhorias, a secretaria acrescentou que Alcaçuz possui um serviço de atendimento médico-odontológico permanente e psicólogo. “Lá, também foi desenvolvido o projeto pioneiro no país de erradicação de escabiose em toda a unidade prisional. Há ainda suporte religioso de duas a três vezes por semana”.

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