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Já pode separar a barraca que o Rio Grande do Norte foi apresentado como sede da edição 2018 da Campus Party. O governador do Estado, Robinson Faria esteve dia  (10), em Salvador (BA), onde a feira está acontecendo e oficializou a edição potiguar em abril do próximo ano, no Centro de Convenções, em Natal. O chefe do Executivo estadual visitou a feira ao lado dos secretários de Estado, Tatiana Mendes (Gabinete Civil), Vagner Araújo (Gestão de Projetos) e Juliska Azevedo (Comunicação). A comitiva também contou com a presença do representante da Câmara Municipal do Natal, vereador Sueldo Medeiros.

“A Campus Party Natal, no Centro de Convenções, beira mar, será um evento belíssimo e de grande importância para a juventude potiguar. Estou aqui hoje para convidar a todos campuseiros do Brasil e do mundo para nos encontrarmos em Natal. Vamos colocar Natal na rota das cidades inteligentes e humanas, da inovação e criatividade”, destacou Robinson no palco Feel the Future, local onde ocorrem as principais palestras do Campus Party Bahia, que está sendo realizado na Arena Fonte Nova até o próximo domingo (13). Assim como o RN, essa é a primeira vez que a capital baiana vai sedia o evento.

O governador aproveitou a ocasião e sorteou entre os participantes da Campus Party Bahia um ingresso com barraca de camping e passagem para o Festival potiguar, oferecidos pela organização do evento baiano. A vencedora foi a estudante de Ciências da Computação, Alice Costa, natural de Aracaju.

Ao lado, também, do presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia, e o embaixador do Campus Party no Brasil, Dino Lincoln, que também é professor da UFRN, o governador visitou todas as áreas do congresso, inclusive a Open, que é aberta à visitação do público em geral, com diversos estandes com inovação, robótica, workshops e diversas ações na área de tecnologia. Robinson se encontrou com empresários e estudantes natalenses entusiasmados com a notícia de que a próxima Campus Party será em Natal.

Prevista para abril, a edição potiguar foi formalizada em julho deste ano quando foi assinada a carta de compromisso para realização do evento após uma série de reuniões entre o governo, através do Gabinete Civil, e o Fórum de Reitores, professores universitários, Câmara Municipal e Prefeitura do Natal. A expectativa da organização é uma média de 45 mil pessoas participem e visitem o festival no RN.

Campus Party
Organizado pelo Instituto Campus Party em 2009 com o objetivo de incentivar as áreas cultural, educacional, desenvolvimento tecnológico e de inclusão digital, o festival é considerado uma das maiores experiências tecnológicas do mundo. No Brasil, já aconteceu em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Pato Branco (PR), Recife e Salvador.

A cada edição, o evento conta com programações 24 horas durante cinco dias. Os participantes pagam ingresso para acampar no local e participar de maratonas de inovação, parcerias para aplicativos e outros projetos com foco em tecnologia. A programação inclui troca de conhecimento, conteúdo e informação por meio de experiências tecnológicas, palestras, debates e workshops.

Na próxima quarta-feira (16) será inaugurada a nova Central do Cidadão em Mossoró. A unidade vai funcionar no Estação Shopping de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, para emissão de primeira via de carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho, atendimento do Moradia Cidadã, terá também Pague Fácil. O governador Robinson Faria e a secretária de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), Julianne Faria, vão inaugurar a unidade às 10h.

Esta nova Central do Cidadão foi aberta em parceria com o Estação Shopping que disponibilizou o espaço, mobiliário e equipamentos. Já o Governo será responsável somente pelos servidores e pela energia elétrica.

“Esta unidade vai funcionar como uma alternativa para a Central já existente na Rodoviária de Mossoró e que funciona das 7h às 13h. Esta nova será aberta a tarde e também vai facilitar o acesso dos usuários já que está numa localização mais ao Centro da cidade”, explicou a secretária Julianne Faria.

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), comemorou o anúncio da conclusão do projeto de reforma e ampliação da Escola Estadual em Tempo Integral Tristão de Barros, em Currais Novos. O documento será apresentado ao Banco Mundial para aprovação de licitação dentro do Programa Governo Cidadão. O anúncio foi feito em reunião com a secretária Estadual de Educação, Cláudia Santa Rosa, na manhã desta sexta-feira (11). O professor do projeto Quero Aprender, João Maria Lima, e ao engenheiro da Secretaria de Educação Ricardo Azevedo também participaram da reunião.

“A escola Tristão de Barros é uma das mais importantes para o Estado. Fico muito feliz com essa notícia passada pela secretária e por receber o primeiro de um total de 106 projetos que a Secretaria Estadual de Educação está concluindo ainda este ano”, disse o deputado Ezequiel Ferreira.

A expectativa é que a licitação do projeto saia até o final do mês de setembro próximo e a ordem de serviço seja assinada até novembro. “Nosso desejo é que o período das férias seja dedicado à reforma”, destacou a secretária Cláudia Santa Rosa. De acordo com o engenheiro Ricardo Azevedo, a obra contemplará a reforma das salas de aula, adaptação do prédio às normas de acessibilidade e construção de laboratórios de biologia, matemática, química, física e línguas.

Mais
A titular da pasta de Educação também pediu apoio do presidente Ezequiel na aprovação do projeto de lei pela escola em tempo integral em todo o Rio Grande do Norte. “Além de ser muito importante para a educação é a solução para outros aspectos, como a questão do pagamento da gratificação dos professores”, disse. Cláudia Santa Rosa explicou que atualmente o pagamento é feito em forma de hora extra. “É muito precário, mas foi a saída encontrada pela Procuradoria Geral do Estado”, finalizou.

O Videomonitoramento em Currais Novos foi tema de reunião na manhã desta sexta-feira (11) na Prefeitura Municipal de Currais Novos, com a participação do Prefeito e Vice-Prefeito, Odon Jr e Anderson Alves; da Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Currais Novos – CDL, Francisca Felipe (Loura); Do secretário Executivo da CDL, Rudson Gomes; do Comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar, Capitão Moacir; do Secretário Executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), Adaildo Santos; e com o secretário municipal do Gabinete, Francisco Medeiros.

A proposta de monitoramento por câmeras no município vem sendo discutida desde o início do ano pela Prefeitura, CDL, forças de segurança, empresários e Sidys TV, como meio eficiente nas ações de segurança na cidade. Na reunião desta sexta foi confirmada que em breve será realizada uma reunião com o Presidente da Assembleia Legislativa do RN, Deputado Ezequiel Ferreira, para discussão do projeto do videomonitoramento e apoio da Assembleia na implantação desta ação no município.

Uma programação especial durante toda esta semana foi realizada em Currais Novos com o intuito de debater sobre a importância do aleitamento materno para as crianças, com ações promovidas pela Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Currais Novos que aconteceram em todas as Unidades Básicas de Saúde. Palestras, encontros e rodas de conversa com profissionais de saúde e mães, discutiram sobre a importância do aleitamento materno como primordial na vida das crianças. Na manhã desta sexta-feira (11), aconteceu o encerramento da “Semana Mundial do Aleitamento Materno” no Salão Nobre da Prefeitura, evento que contou com a presença do Prefeito e Vice-Prefeito, Odon Jr e Anderson Alves; da secretária municipal de saúde, Rosário Bezerra; agentes comunitários de saúde, profissionais da saúde, mães e crianças, e equipe da SEMSA.

Para a secretária Rosário Bezerra, o leite materno deve ser o alimento exclusivo para as crianças até os 6 meses, pois fortalece a imunidade e protege as crianças de doenças. “Esta semana foi muito importante para discutirmos o aleitamento materno, e fico muito feliz com este momento”, disse a secretária, que entregou simbolicamente às mães o certificado de “mamãe ouro” no aleitamento materno. De acordo com o Prefeito Odon Jr, a amamentação é um diferencial imenso na vida das crianças. “Seus filhos terão mais saúde e disposição com o aleitamento materno, e parabenizo todas vocês por este exemplo”, disse o Prefeito.

Uma grande vitória para os Agentes Comunitários de Saúde de Currais Novos foi conquistada na manhã desta sexta-feira (11) com a assinatura de um ato pelo Prefeito Odon Jr que garante a incorporação do tempo de trabalho no salário dos agentes de saúde com 25 e 18 anos de serviços prestados ao município, incorporação esta que era solicitada há 8 anos mas que os agentes não tinham conseguido o benefício. O Vice-Prefeito Anderson Alves, a secretária Rosário Bezerra (Saúde), o secretário Francisco Medeiros (Gabinete), e agentes de saúde, estiveram presentes na cerimônia.

Emocionados, os agentes agradeceram ao Prefeito Odon Jr pela conquista. “É uma luta incansável de muitos anos por nossos direitos, e queremos agradecer à você e Anderson por ter se unido a nós, e eu sei que vocês tem valorizado o trabalhador”, disse Solange Medeiros. O Prefeito Odon Jr agradeceu aos agentes pelo reconhecimento do esforço da gestão, e disse ser muito grato a todos. “Estamos trabalhando para valorizar nossos servidores, e em 4 anos com planejamento e compromisso da nossa equipe, tenho certeza que vamos avançar muito mais”, comentou o Prefeito.

Os dados são do maior hospital de urgência e emergência do Estado, o Walfredo Gurgel. Em 2016, 8.729 pessoas deram entrada na unidade depois de sofrerem acidentes de moto. Isso gera uma média de 727 atendimentos por mês, e 24 a cada dia, apenas para esse tipo de paciente. Com essa preocupação e com objetivo de salvar vidas, o Governo do Estado prepara a nova campanha educativa no trânsito. Dia(9), na sede da agência licitada, a Executiva Propaganda, o diretor da agência, Odemar Neto, apresentou a nova proposta criativa para as novas ações.

Na reunião, estavam presentes na apresentação da proposta das campanhas as promotoras Dani Veras e Fládja Souza, coordenadora CAOP (Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de defesa da Cidadania), a secretária de Comunicação do Governo do Estado, Juliska Azevedo, o chefe de Gabinete do Detran, Marco Medeiros, e o diretor da agência Executiva Propaganda, Odemar Neto.

A nova ideia produzida pela Executiva, continua na linha emocional e impactante, com o conceito #CurtoDirigirVem. “O objetivo desta campanha é fazer as pessoas refletirem se vale a pena perder a vida do que perder alguns minutos a menos no trânsito. Vamos dar continuidade a campanha anterior, impactar e emocionar com um filme da vida real”, diz Odemar Neto, diretor da Executiva Propaganda.

A coordenadora do CAOP (Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de defesa da Cidadania), Fládja Souza, destacou a nova campanha. “É uma campanha impactante. Reforça o efeito preventivo, para educar, mostrar o impacto em acidentes com motociclistas. A ideia é muito boa, bem interessante, por identificar que vai facilitar o entendimento da sociedade”, comentou a coordenadora Flávia, acrescentando que as campanhas fazem estão integradas ao projeto Vida do Trânsito, das promotorias de saúde e cidadania.

O Diretor do Detran-RN, Júlio César Câmara, reforçou a necessidade de divulgar as campanhas educativas.  “O número de acidentes hoje é bem menor que o do ano anterior, quando o hospital Walfredo Gurgel atendeu 10.411 potiguares acidentados de moto. A redução já é considerada reflexo das campanhas de conscientização realizadas pelo Detran, mas no trânsito, é preciso uma vigilância constante. A nova campanha vai conscientizar população, vai salvar vidas”, disse.

A secretária de Comunicação do Estado, jornalista Juliska Azevedo, reforça que a campanha das rotatórias já vem sendo propagada. “No momento está sendo veiculada a campanha com conceito Quem está na rotatória tem preferência. Depois iremos fazer para conscientização na faixa de pedestre e, consequentemente, a preparação de ações de comunicação e propaganda voltadas para motos. As campanhas estão salvando muitas vidas”, afirmou a secretária.

Na reunião também foi feito um balanço positivo da campanha do Detran/RN, que já está nas ruas. Com o tema “Qual a diferença entre o que você diz e o que você faz no trânsito?”, a campanha tem a aprovação de 98,7% dos potiguares.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), recebeu comitivas de políticos das cidades de Taipu e Poço Branco, da região do Mato Grande do RN que estão enfrentando problema semelhante com a possibilidade de transferência da unidade judiciária das cidades para Ceará Mirim e João Câmara, respectivamente.

Segundo o prefeito de Taipu, Bastinho, com a mudança das competência da unidade judiciárias que está sendo proposta pelo Tribunal de Justiça os munícipes terão que se deslocar para outra cidade, no caso Ceará Mirim, distante 21 quilômetros. De acordo com Valdemar de Gois, prefeito de Poço Branco, a transferência vai trazer dificuldades para os munícipes acompanharem as demandas judiciais, no caso de Poço Branco indo para João Câmara, distante 27 quilômetros.

“As dificuldades apresentadas pelos representantes de Taipu e Poço Branco são muito semelhantes”, explicou Ezequiel Ferreira que irá demandar ao Poder Judiciário os encaminhamento das lideranças políticas de Taipu e Poço Branco.

De Taipu estiveram na audiência com o deputado Ezequiel, o prefeito Bastinho e os vereadores Bilzinho, Ceição de Boneca, Dedé Farias, Bruno, Laércio, Tota, Nilson Tomaz e Joãozinho de Melo, presidente da Câmara Municipal de Taipu.

De Poço Branco compareceu, além do prefeito Valdemar de Gois, os vereadores João Horácio de Gois (presidente da Câmara Municipal), Percival Júnior, Rodrigo Lucas, Baba, Luiz de Joca, Joaozinho Cruz, Gue Carneiro e Galego Candido.

As lideranças políticas também temem outras perdas para os municípios. “Sem falar que há o risco de mudanças de cartórios eleitorais, trazendo ainda mais transtornos para os moradores destas cidades afetadas com as transferências”, desabafou o vereador Bilzinho, apontando como solução a possível junção das comarcas de Taipu e Poço Branco, que estão distantes 10 quilômetros uma da outra.

O Pleno do Tribunal de Justiça do RN aprovou duas resoluções que alteram as competências de unidades judiciárias em 15 comarcas do Rio Grande do Norte. A Resolução nº 29/2017 traz a alteração de competências em unidades de Mossoró e Parnamirim. Já a Resolução nº 30/2017 altera competência de unidades nas comarcas de Assú, Caicó, Ceará-Mirim, Macaíba, Pau dos Ferros, São Gonçalo do Amarante, Apodi, Areia Branca, Currais Novos, João Câmara, Macau, Nova Cruz e Santa Cruz.

As medidas foram tomadas me virtude de algumas comarcas não terem atingido o teto do Conselho Nacional de Justiça de no mínimo de 474 processos tramitando anualmente. Taipu e Poço Branco, por exemplo, têm mais de 300 processos tramitando anualmente.

Que Luís da Câmara Cascudo é reconhecido pela contribuição que deu à pesquisa e à preservação da cultura norte-rio-grandense, disso todos sabem. Mas a sua relação com a música é uma nuance pouco conhecida do antropólogo e historiador potiguar. E é este o teor do livro Ora (direis) ouvir Cascudo! – Câmara Cascudo e a música, do escritor Claudio Galvão. Publicado pelo Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN), instituição do Sistema Fecomércio, o livro será lançado no Dia do Folclore 22/08), às 19h, no Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo.

 

O evento de lançamento contará com sessão de autógrafos e distribuição do livro aos convidados. Com 569 páginas, a obra é fruto de extensa pesquisa realizada por Claudio Galvão para sua tese de doutorado em História na Universidade de São Paulo (USP), trabalho intitulado Alguns compassos: Câmara Cascudo e a música (1920-1960).

 

O escritor também se inspirou na convivência desde a infância com o próprio Cascudo, através da qual pôde observar, de modo privilegiado, um Cascudo musicista que poucos conhecem, como quando tocava em seu piano francês Pleyel.

Ora (direis) ouvir Cascudo! é composto por artigos na imprensa (jornais e revistas), livros, plaquetes e prefácios, bem como passa por relacionamentos mantidos por Cascudo com instituições musicais e pessoas de destaque da área, como Villa Lobos, Waldemar de Almeida, Renato Almeida e Mário de Andrade.

 

Esta é a 13ª publicação do Sesc RN, além das mais de seis obras apoiadas, todas elas de escritores potiguares. Os livros publicados pelo Sesc não podem ser comercializados, e ficam disponíveis para consulta e empréstimo gratuitos em suas bibliotecas. Desse modo, a instituição cumpre suas missões de incentivar talentos locais, fomentar a cultura do estado, democratizar o acesso a manifestações e produtos culturais e formar público.

 

Sobre o autor

 

Claudio Augusto Pinto Galvão nasceu em Natal em 1937. Tem 28 trabalhos publicados, além de oito CDs musicais dos quais foi editor, em sua maioria relacionados à história e à cultura do RN, com ênfase em música e literatura. Dentre seus títulos, estão o de bacharel em História pela UFRN, doutor em História Social pela USP e de especialista em Estudos Medivais pelo Institut Interfacultaire d’Études Médiévales da Universidade Católica de Louvain, Bélgica.

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O deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa tem se preocupado em levar ações que tragam eficácia para as regiões do Estado. Recentemente ele solicitou benefícios do governo do Estado para municípios do Seridó, Mato Grande e Agreste. As solicitações foram nas áreas de abastecimento de água, segurança e saúde. Com o atendimento serão beneficiados os municípios São Vicente, Taipu e Serra de São Bento.

“Para diminuir os efeitos da seca no Rio Grande do Norte, torna-se de fundamental importância a construção de barragens submersas que tem tecnologia milenar e foi aperfeiçoada pela EMBRAPA, sendo capazes de diminuir os impactos causados pela falta de chuva”, justifica o deputado Ezequiel Ferreira na solicitação de estudo de viabilidade técnica para a construção desse tipo de barragem nos leitos dos rios Quinqué e Luiza para beneficiar comunidades rurais de São Vicente, no Seridó.

Para essas comunidades o deputado também sugeriu a instalação de poços tubulares que já foram perfurados, mas o governo do Estado ainda não colocou os equipamentos.

O deputado Ezequiel Ferreira também solicitou a ampliação da rede de abastecimento, saindo do distrito Matão ao distrito de Boa Vista, no município de Taipu.

Para Serra de São Bento, o deputado Ezequiel Ferreira requereu do governo do Estado o aumento do efetivo policial e melhores condições de trabalho para a Polícia Militar.

“O município Serra de São Bento está bastante vulnerável quanto à Segurança Pública. As estatísticas revelam aumento de vítimas de todas as práticas criminosas. O aumento do efetivo da Polícia é uma das principais reivindicações da população.”, destaca o deputado Ezequiel Ferreira.

Enquanto o governo discute a revisão das metas fiscais deste ano e do ano que vem, o Ministério do Planejamento propôs que o déficit nas contas públicas em 2017 e em 2018 fique em R$ 159 bilhões.

Pela meta atual, o rombo nas contas neste ano será de R$ 139 bilhões. Mas o governo quer decidir até a próxima segunda (14) o valor a ser anunciado na revisão da meta.

Internamente, o argumento é que a meta fiscal de 2018 não deve prever um déficit maior que a de 2017. O objetivo é mostrar ao mercado que o governo trabalha para equilibrar as contas públicas.

Na média dos anos anteriores, o governo arrecadava o equivalente a 22% do Produto Interno Bruto (PIB), mas a arrecadação atual está em 20%.

Cada ponto percentual, dizem integrantes da área econômica, equivale a R$ 65 bilhões. Ou seja, o governo está arrecadando R$ 130 bilhões a menos que a média dos anos anteriores.

R$ 20 bilhões: este é o tanto que falta para o governo acertar a meta fiscal acordada para 2017. Como não vai conseguir, vai ter que esticar a corda dos R$ 139 bi para R$ 159 bi. Pode parecer muito dinheiro, mas dentro do universo do orçamento federal, R$ 20 bilhões deveriam ser fáceis de encontrar cortando despesas, remanejando pagamentos ou caçando receitas extras.

Não só não se acham os R$ 20 bi como ainda há risco de faltar mais. O decorrer do primeiro semestre do ano mostra que o cofre das contas públicas ainda não encontrou o fundo do poço. Talvez isto aconteça ao final deste ano depois de aprovada a reforma da previdência. Como é um divisor de água para o país, porque estanca a sangria das contas e impõe um regime mais igualitário aos trabalhadores brasileiros – do setor público e privado – o aval do Congresso Nacional para a mudança no sistema mudará a trajetória fiscal de direção, provocar menos sustos e mais acertos.

Esticar a meta fiscal para os R$ 159 bilhões que circulam pelos bastidores de Brasília seria uma medida gravíssima, não fosse a credibilidade até agora inabalada de Henrique Meirelles e sua equipe econômica. Até quando esta guarida ficará a postos, ninguém sabe, mas já é certo que não será por muito mais tempo. Mudar a regra no meio do jogo quando está perdendo feio não é exatamente a melhor estratégia para se manter crível. Dólar e bolsa reagiram mal à notícia nesta quinta-feira (10) mostrando que o aval não será barato para o governo – muito menos para o Brasil.

O orçamento federal está na casa do trilhão, especificamente para 2017, são R$ 1,326 tri de despesas para R$ 1,187 tri de receitas, segundo cálculo da primeira versão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Na conta simples, com números arredondados, subtraindo um do outro chegamos ao déficit esperado de R$ 139 bilhões.

Quando foi elaborada a previsão orçamentária para este ano o governo tinha uma lista de fontes de receitas extras que viriam pela revogação de desonerações fiscais, repatriação de recursos, leiloes e concessões públicos, entre outros, e uma recuperação da economia mais forte. Muita coisa travou no parlamento, o resto, travou na lentidão da atividade.

A frustração com a entrada possível de recursos foi muito maior do que a equipe econômica poderia imaginar. E a retomada do PIB também decepcionou.

Onde podia mexer, o governo cortou a ponto de colocar em risco o funcionamento mínimo dos serviços públicos. Daquele R$ 1,326 tri das despesas, R$ 1,052 bilhão é obrigatório, ou seja, só mexe se mudar a Constituição. Do que sobrou o governo já cortou cerca de R$ 45 bilhões. O investimento público despencou mais de 60% e não há previsão de quando poderá abocanhar uma fatia maior do orçamento.

“Ou aumenta imposto ou aumenta a dívida”, disse o ministro Meirelles, em mais um dos milhares de alertas que faz há mais um ano sobre o quadro fiscal.

Nenhuma das duas opções é factível. A carga tributária já nos sufoca e a dívida pública está acelerada para o alto para dar conta do que já estava contratado. Então, se as receitas estão minguadas, repetindo, só cortando despesas. Para fazer o corte eficiente, só mexendo na Constituição.

Quem mexe na carta magna é o Congresso Nacional, que ou não entendeu ainda a gravidade da situação ou está de má fé, não há outra justificativa aceitável. Se não entenderam, que peçam ajuda, estudem e formem sua opinião sem a gritaria desonesta que muitos da oposição brasileira fazem. Se estão de má fé…bem, aí já são outros 500 – ou melhor, outros R$ 20 bi. O Brasil está pendurado neste julgamento – de caráter ou de sabedoria.

Thais Herédia

 

Já pode separar a barraca que o Rio Grande do Norte foi apresentado como sede da edição 2018 da Campus Party. O governador do Estado, Robinson Faria esteve nesta quinta-feira (10), em Salvador (BA), onde a feira está acontecendo e oficializou a edição potiguar em abril do próximo ano, no Centro de Convenções, em Natal. O chefe do Executivo estadual visitou a feira ao lado dos secretários de Estado, Tatiana Mendes (Gabinete Civil), Vagner Araújo (Gestão de Projetos) e Juliska Azevedo (Comunicação). A comitiva também contou com a presença do representante da Câmara Municipal do Natal, vereador Sueldo Medeiros.

“A Campus Party Natal, no Centro de Convenções, beira mar, será um evento belíssimo e de grande importância para a juventude potiguar. Estou aqui hoje para convidar a todos campuseiros do Brasil e do mundo para nos encontrarmos em Natal. Vamos colocar Natal na rota das cidades inteligentes e humanas, da inovação e criatividade”, destacou Robinson no palco Feel the Future, local onde ocorrem as principais palestras do Campus Party Bahia, que está sendo realizado na Arena Fonte Nova até o próximo domingo (13). Assim como o RN, essa é a primeira vez que a capital baiana vai sedia o evento.

O governador aproveitou a ocasião e sorteou entre os participantes da Campus Party Bahia um ingresso com barraca de camping e passagem para o Festival potiguar, oferecidos pela organização do evento baiano. A vencedora foi a estudante de Ciências da Computação, Alice Costa, natural de Aracaju.

Ao lado, também, do presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia, e o embaixador do Campus Party no Brasil, Dino Lincoln, que também é professor da UFRN, o governador visitou todas as áreas do congresso, inclusive a Open, que é aberta à visitação do público em geral, com diversos estandes com inovação, robótica, workshops e diversas ações na área de tecnologia. Robinson se encontrou com empresários e estudantes natalenses entusiasmados com a notícia de que a próxima Campus Party será em Natal.

Prevista para abril, a edição potiguar foi formalizada em julho deste ano quando foi assinada a carta de compromisso para realização do evento após uma série de reuniões entre o governo, através do Gabinete Civil, e o Fórum de Reitores, professores universitários, Câmara Municipal e Prefeitura do Natal. A expectativa da organização é uma média de 45 mil pessoas participem e visitem o festival no RN.

Campus Party

Organizado pelo Instituto Campus Party em 2009 com o objetivo de incentivar as áreas cultural, educacional, desenvolvimento tecnológico e de inclusão digital, o festival é considerado uma das maiores experiências tecnológicas do mundo. No Brasil, já aconteceu em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Pato Branco (PR), Recife e Salvador.

A cada edição, o evento conta com programações 24 horas durante cinco dias. Os participantes pagam ingresso para acampar no local e participar de maratonas de inovação, parcerias para aplicativos e outros projetos com foco em tecnologia. A programação inclui troca de conhecimento, conteúdo e informação por meio de experiências tecnológicas, palestras, debates e workshops.

Parlamentes e representantes de entidades ligadas ao movimento negro e em defesa dos povos tradicionais que participaram de debate, no Senado, nesta quinta-feira, para discutir direitos da população remanescente dos quilombos se manifestaram favoráveis à manutenção do Decreto nº 4887/2003, editado pelo presidente Lula, que regulamenta o processo de identificação e titulação das terras ocupadas por remanescentes dos quilombos. O debate aconteceu na Comissão de Direitos Humanos do Senado, a pedido da senadora Fátima Bezerra.

Está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 3.239 de 2004, apresentada pelo partido Democratas, que pede a revogação do Decreto 4.887/2003 por considerarem que só deveriam ser tituladas terras que já estivessem em posse de indígenas e quilombolas na época da Constituição de 1988. O processo ficou parado por mais de oito anos no Supremo e, somente em 2012, foi iniciado o julgamento. De lá para cá, dois pedidos de vista voltaram a atrasar o andamento da Adin.

O processo deverá ser apreciado pela Corte, no próximo dia 16 de agosto.  Se for aprovada, a ação pode paralisar o andamento dos processos de titulação de terras, além de ameaçar os já titulados. “As comunidades não estão só lutando pela regularização de suas terras. A regularização é apenas um eixo do decreto. Elas estão lutando também por outras políticas sociais, como saúde, educação e moradia. Se o decreto se tornar inconstitucional, todas essas políticas deixarão de existir”, declarou a representante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ, Givânia Maria da Silva.

Por sugestão da senadora Fátima Bezerra, na próxima terça-feira, 15, um grupo de parlamentares vai conversar com os ministros do Supremo, a fim de convencê-los sobre a gravidade do problema enfrentado pelos quilombolas.  “Repudiamos as tentativas de revogação do decreto, que buscam desconstruir a Constituição brasileira e a legislação que garante os direitos territoriais das comunidades quilombolas. Confiamos que o STF conduzirá o julgamento no sentido de reconhecer a constitucionalidade do Decreto”, afirmou a parlamentar.

QUILOMBOS

As terras remanescentes de quilombos são territórios tradicionais étnicos, ocupados historicamente pela população negra. Na época da escravidão, os quilombos recebiam escravos africanos e afrodescendentes fugidos ou libertos e resgatavam as identidades dos povos perdidos com a escravização. Hoje, esses espaços são usados para manifestações religiosas e lúdicas dos povos tradicionais, como a música e a dança, além de serem locais de produção de e comércio de produtos da agricultura familiar.

“No Brasil, a terra passou a ser mercadoria, moeda de troca, para latifundiários cometerem todos os tipos de crimes ambientais. Mas, para nós, quilombolas e indígenas, a terra não é isso. Somos nós quem defendemos o meio ambiente. Somos nós quem cumprimos a função social da propriedade. Somos nós que produzimos de forma sustentável e estamos há séculos nessas terras. Estamos aqui para lutar por nossos direitos”, afirmou a quilombola Lidiane Apolinário, da comunidade de Acauã, no Rio Grande do Norte.  “Desde a emissão da posse da terra, nós conseguimos 50 casas pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Estamos criando também caprinos, através do Pronaf, e produzindo mandioca, milho e feijão”, completou.

O direito das terras à comunidade dos quilombos foi garantido na Constituição Federal. No entanto, a titularidade só pôde ser repassada às comunidades a partir do decreto editado pelo presidente Lula, que regulamentou o dispositivo constitucional.

De acordo com Fundação Cultural Palmares, ao longo desses quase 15 anos de vigência do Decreto 4887/03, foram certificadas 2.997 comunidades pela Fundação, beneficiando mais de 16 milhões de pessoas beneficiadas. Além disso, 1692 processos de regularização fundiária foram abertos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e 219 títulos foram emitidos pelo órgão.

POLÍTICAS SOCIAIS

As ações afirmativas para os negros ganharam força somente em 2003 no Brasil. Nos 13 anos do governo do Partido dos Trabalhadores, o país realizou uma série de medidas de combate ao racismo. Foi aprovado, por exemplo, durante esse período, o estatuto da igualdade racial e a Lei de Cotas nas Universidades e a criação do Dia da Consciência Negra. Também foi instituída a obrigatoriedade do ensino de história da África e das culturas africana e afro-brasileira no currículo da educação básica e criada a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Além de Fátima, participaram da audiência pública as senadoras Regina Sousa, presidente da CDH, Vanessa Grazziotin, o senador Humberto Costa e o deputado estadual do Rio Grande do Norte, Fernando Mineiro. Os debates contaram ainda com a participação do coordenador-geral de Regularização de Territórios Quilombolas substituto do Incra , José Henrique Sampaio Pereira; do defensor público federal José Roberto Fani Tambasco; do secretário Executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil  ( CNBB), Carlos Alves Moura; do coordenador do Fórum Nacional Popular de Educação, Heleno Araújo Filho; do procurador da República na 3ª Região  Walter Claudius Rothenburg, do Conselheiro do Conselho Federal de Psicologia Paulo Roberto Martins Maldos; da secretária de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Iêda Leal; da representante do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares, Carolina Nascimento; e do conselheiro nacional dos Direitos Humanos Gilberto Vieira.

Brazil’s President Michel Temer smiles during a signing ceremony of the New Decree of Port Regularization, at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil May 10, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino

 

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal, determinou a suspensão do inquérito sobre Michel Temer depois que a Câmara dos Deputados rejeitou o prosseguimento da denúncia por corrupção passiva contra o presidente.

A suspensão vai durar até Temer terminar o mandato, quando o inquérito poderá ter prosseguimento.

“Diante da negativa de autorização por parte da Câmara dos Deputados para o prosseguimento do feito em relação ao Presidente da República, o presente feito deverá permanecer suspenso enquanto durar o mandato presidencial”, escreveu Fachin.

A denúncia contra Temer, apresentada pela Procuradoria Geral da República, se baseia nas investigações abertas a partir das delações de executivos da empresa JBS no âmbito da Operação Lava Jato.

Em março deste ano, o ex-assessor do presidente e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi filmado saindo de um restaurante em São Paulo, com uma mala contendo R$ 500 mil. Segundo a PGR, o dinheiro era parte de propina e destinava-se a Temer. A defesa do presidente nega.

Em relação a Rocha Loures, denunciado junto de Temer, o ministro Fachin determinou que as acusações contra ele sejam analisadas pela Justiça Federal do Distrito Federal.

” A secretaria deverá, portanto, extrair cópia integral do presente feito, formando novo Inquérito, cujo polo passivo deverá ser integrado exclusivamente por Rodrigo Santos da Rocha Loures, com distribuição por dependência. Após, deverá baixá-lo à Justiça Federal de primeiro grau, Seção Judiciária do Distrito Federal, onde prosseguirá nos ulteriores termos”, concluiu Fachin.

Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

A comissão especial da Câmara que analisa propostas de reforma política manteve nesta quinta-feira (10) trecho do relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) que prevê mandato de dez anos para integrantes de tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Atualmente, segundo emenda constitucional promulgada em 2015, ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU) têm de se aposentar compulsoriamente aos 75 anos.

Na prática, todos os membros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal Militar e do Tribunal de Contas da União (TCU) terão mandatos de 10 anos. Nos casos dos outros órgãos, a limitação valerá somente para os indicados pelo Ministério Público ou representantes dos advogados.

O mandato dos membros dos tribunais eleitorais será de quatro anos, sem possibilidade de recondução. Na regra atual, eles têm mandato de dois anos, que podem ser prolongados por mais dois anos.

A regra não valerá para os membros atuais dos tribunais. Somente aqueles indicados após a possível promulgação da proposta passarão a ter o limite de mandato.

Na manhã desta quinta, os deputados federais rejeitaram proposta que tentava retirar esse ponto do parecer final da comissão. Para virar lei, o projeto ainda tem que ser votado pelos plenários da Câmara e do Senado.

Na votação, somente o PSB encaminhou voto contra a limitação de mandato para os magistrados de tribunais superiores.

O PSDB liberou a bancada para votar como quiser. Ao orientar pela liberação dos votos da bancada, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), que é a favor da limitação dos mandatos, defendeu que a proposta fosse analisada separadamente em outro momento.

“Isso pode contaminar a matéria”, avaliou. “O prazo já é curto, a matéria já é polêmica, aí você traz uma matéria um pouco estranha à reforma política”, disse.

Ainda não há previsão de quando a reforma política será analisada por deputados e senadores, mas, para valer já na eleição do ano que vem, o texto tem que ser sancionado pelo presidente da República até a primeira semana de outubro.

Na madrugada desta quinta, a comissão especial da reforma política aprovou o texto-base do relatório de Vicente Cândido. No entanto, os deputados ainda têm que analisar as propostas de mudanças no texto antes de a votação ser concluída.

A votação sobre o mandato para magistrados de tribunais superiores foi a única que não teve registro nominal do voto de cada deputado.

O pedido para que a decisão fosse simbólica – no qual há a aprovação do texto desde que a maioria dos parlamentares não se manifeste contrária à proposta – foi do deputado Afonso Motta (PDT-RS).

Presidente da comissão especial, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) autorizou que a votação não fosse nominal.

A mesma regra vai impactar tribunais de contas dos estados e dos municípios, tribunais regionais federais e dos estados. Pelo projeto, os juízes dos tribunais eleitorais terão mandato de quatro anos.

Sobre a presença desse tema específico em uma proposta de reforma política, o relator Vicente Cândido explicou que, inicialmente, o colegiado trataria de uma reforma eleitoral, política e de Estado. “Isso foi mudando, mas alguns itens ficaram”, disse.

Cândido disse que conversou com ministros do Supremo e juízes, que concordam com a proposta.

“É uma medida boa, é uma medida que oxigena os tribunais. Essa vitaliciedade não é condizente com o processo democrático”, afirmou.

“Tem ministro que não aguenta ficar 40 anos na Corte. Dizem – uma professora minha, quando eu estudava na faculdade – que melhor que ser ministro é ser ex-ministro. Tem um monte de gente querendo ser ex-ministro para trabalhar no mercado, cuidar da família, ganhar dinheiro”, completou o relator.

Bernardo Caram, G1, Brasília

A gestão fiscal na grande maioria dos municípios brasileiros beira à insolvência. É o que aponta um levantamento divulgado nesta quinta-feira (10) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). De acordo com o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), 86% das prefeituras do país têm situação fiscal considerada crítica ou difícil.

A entidade analisou as contas de 2016 de 4.544 prefeituras, o equivalente a 81,6% das cidades do país. O levantamento tem como base os dados divulgados pelos próprios municípios para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

De acordo com a Firjan, 2016 foi o ano com o maior percentual de prefeituras em situação difícil e com o menor número em situação excelente de toda a série histórica do IFGF, iniciada em 2006. O nível de investimento dos municípios atingiu o menor patamar em 10 anos.

O resultado do IFGF mostrou que “a crise fiscal se estende e é bastante abrangente nos municípios”, conforme afirmou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês. Foram 3.905 prefeituras com avaliação negativa no índice. A Região Nordeste concentrou o maior percentual de municípios nesta situação (94,9%). Já as cidades com boa situação fiscal se concentraram nas regiões Centro-Oeste (26,1%) e Sul (24,7%).

Repatriação de recursos evitou o pior

A Firjan destacou que os recursos provenientes da Lei de Repatriaçãoimpactaram de maneira positiva as contas públicas brasileiras em 2016. O volume total arrecadado no país com a repatriação de recursos foi de R$ 46,8 bilhões. Deste montante, R$ 7,5 bilhões foram destinados aos municípios que deram transparência às suas contas. Isso representou um aumento médio de 3,8% nas receitas municipais.

Problema estrutural

Segundo a Firjan, o problema fiscal brasileiro é estrutural e comum aos três níveis de governo. Ele está diretamente relacionado ao elevado comprometimento dos orçamentos com gastos obrigatórios, principalmente as despesas de pessoal.

“Estamos falando de um problema estrutural que enseja, até mesmo, mudanças na nossa Constituição”, avaliou o economista Guilherme Mercês.

Em um contexto econômico como o atual, em que a queda de receita é crescente e generalizada, “há pouca margem de manobra para adequar as despesas à capacidade de arrecadação, deixando as contas públicas extremamente expostas à conjuntura econômica”, conforme destacou a Firjan.

Segundo a entidade, no governo municipal esse quadro é agravado pela dependência crônica por transferências de recursos dos estados e da União. Além disso, devido às restrições de acesso a crédito, as prefeituras usam cada vez mais a postergação de despesas via restos a pagar como fonte de financiamento de suas despesas.

O IFGF apontou que, em 2016, 82% dos municípios brasileiros não conseguiram gerar nem 20% de suas receitas. As regiões Nordeste e Norte foram as que apresentaram maior percentual de prefeituras nesta situação – respectivamente 93,2% e 90,7%.

A Firjan destacou que na região Sudeste, que concentra 55,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, 75,3% dos municípios não conseguiram arrecadar mais de 20% da receita. Nas regiões Centro-Oeste e Sul o percentual de municípios com o mesmo quadro de arrecadação foi de 73,1% e 76,8%, respectivamente.

Apenas 136 municípios (2,4%) do país conseguiram arrecadar com recursos próprios mais de 40% de suas receitas. A maior parte destes municípios (70) estão concentrados na Região Sudeste.

Gastos com pessoal

O IFGF apontou ainda que mais da metade das prefeituras brasileiras (55,1%) finalizou o último ano de mandato comprometendo mais de 50% de seus orçamentos com a folha de pagamento do funcionalismo público. Destas, 16,2% atingiram o limite prudencial de 57% da Receita Corrente Líquida (RCL), definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), enquanto outros 23% delas ultrapassaram o limite legal de 60% da RCL com gastos de pessoal. Macapá foi a única capital nesta situação.

Apenas 144 municípios (3,2% do total do país) conseguiram gastar menos de 40% de seu orçamento com pessoal. São Paulo foi a única capital com este resultado. A Firjan destacou que, “apesar do cenário de alerta”, 30% do total de prefeituras do país apresentou boa gestão com gastos de pessoal.

Daniel Silveira, G1 Rio

A respeito de informações inverídicas comparando as despesas do governo com investimentos na Polícia Civil e gastos do Gabinete Civil, o Governo do Estado esclarece:

1 – As informações não correspondem à realidade, conforme demonstraremos a seguir.

– O Governo tem cumprido o que está estabelecido na Emenda Constitucional 12/2013, sobre investimentos em Segurança Pública, que determina que sejam destinados 9,5% da receita corrente do Estado para esta finalidade. Desde 2015, o Governo do RN tem investido valores acima desse patamar. Sendo 14,91% em 2015, 15,06% em 2016 e 14,63% até junho de 2017;

– Com recursos próprios do Tesouro Estadual (Fonte 100) foram investidos, desde 2015, R$ 2.425.251.352,57 em despesa com pessoal, custeio e investimentos com a Segurança Pública.

2 – Além dos recursos próprios, o Governo investe em segurança por meio de outras fontes, como o programa Governo Cidadão. Dentre estes investimentos destacamos:

– R$ 2.780.170,00 em aquisição e instalação de módulos habitáveis para funcionamento de delegacias (Delegacias Modulares);

– R$ 8 milhões em expansão e atualização da rede de rádio do CIOSP;

– R$ 11.516.903 em videomonitoramento para a Região Metropolitana de Natal;

– R$ 3.049.999,00 em aquisição e instalação de rádios móveis digitais, compatíveis com Sistema de Rádio Comunicação P25 para o CIOSP ;

– R$ 14.891.927,00 em equipamentos de TI ligados à área de segurança pública;

– R$ 250.072,00 investidos na aparelhagem da Coordenadoria da Defesa da Mulher e das Minorias (CODIMM) – aquisição de equipamentos tecnológicos e de uma unidade móvel (microonibus);

– R$ 2.407.976,00 em aquisição de equipamentos para confecção de RG pelo Itep;

– R$  7.386.150,00 investidos na digitalização do acervo de identificação do Itep;

– R$ 27.118.552,00 no CIOSP (áreas de rádio comunicação, rede metropolitana de dados, data center e videomonitoramento);

3 – Também é preciso ressaltar que, somente em 2017 foi investido R$ 1 milhão no pagamento de diárias operacionais para a Polícia Civil;

4 – Desde 2015, mais de 800 policiais civis foram promovidos e 160 novos foram empossados;

5 – Por último, informamos que as despesas usadas como comparativo não são exclusivas do Gabinete Civil, e sim do Governo. São despesas que atendem necessidades protocolares e diplomáticas, realizadas por todos os órgãos da estrutura governamental;

O Governo do RN tem dado prioridade total às questões relacionadas à segurança pública. E não tem medido esforços em busca de melhores condições de trabalho para os agentes públicos de segurança; bem como garantir o bom atendimento ao cidadão.

Assessoria de Comunicação do Governo do RN

Montagem com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un (Foto: Carlo Allegri/Reuters; KCNA/via Reuters)

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse que vai responder às ameaças da Coreia do Norte “com fogo e fúria jamais vistos pelo mundo”.

Enquanto isso, a Coreia do Norteameaçou lançar mísseis contra a ilha de Guam, território dos EUA no Pacífico habitado por 163 mil pessoas.

E tudo isso acontece em meio a informações de que Pyongyang possa ter finalmente conseguido miniaturizar uma ogiva nuclear para caber em um míssil intercontinental – uma perspectiva temida há muito tempo pelos Estados Unidos e seus aliados asiáticos.

Seria isso um prenúncio de um conflito militar?

Especialistas dizem que não há motivo para pânico. Eis as três razões para isso:

  1. Ninguém quer guerra

Isso é o mais importante. Uma guerra na península coreana não é do interesse de ninguém.

O principal objetivo da Coreia do Norte é a sobrevivência – e uma guerra com os Estados Unidos poderia comprometer isso. Como o analista para Assuntos de Defesa da BBC Jonathan Marcus pontuou, qualquer ataque norte-coreano contra os EUA ou seus aliados no contexto atual poderia rapidamente evoluir para uma guerra maior – e é preciso assumir que o regime de Kim Jong-un não é suicida.

Aliás, é por isso que a Coreia do Norte tem se empenhado tanto em se tornar uma potência nuclear. Pyongyang parece acreditar que ter essa capacidade protegeria o regime – aumentando o preço para derrubá-lo. Kim Jong-un não quer seguir o caminho de Muammar Khadafi, na Líbia, ou Saddam Hussein, no Iraque. Nenhum dos dois possuía armas nucleares.

Andrei Lankov, da Univeridade de Kookmin, em Seul, disse ao jornal britânico The Guardian que “a probabilidade de conflito é muito baixa”, mas que a Coreia do Norte “tampouco estava interessada em diplomacia” a essa altura.

“Primeiro eles querem ter a habilidade de limpar Chicago do mapa, aí então eles estarão interessados em soluções diplomáticas”, disse Lankov.

E quanto a um ataque preventivo americano?

Os Estados Unidos sabem que um ataque à Coreia do Norte poderia forçar o regime a retaliar atacando Coreia do Sul e Japão, aliados dos EUA.

Isso poderia resultar em muitas mortes, incluindo as de milhares de americanos – tropas e civis.

Além disso, Washington não quer correr o risco de que sejam lançados mísseis contra cidades americanas.

Por fim, a China – o único aliado de Pyongyang – ajudou a manter o regime precisamente porque seu colapso poderia ser pior para ela estrategicamente. Tropas americanas e sul-coreanas a um passo da fronteira chinesa formariam um cenário que Pequim certamente prefere evitar – e é isso o que aconteceria em caso de guerra.

  1. Palavras, não ações

Trump pode ter ameaçado a Coreia do Norte com uma linguagem incomum para um presidente americano, mas isso não significa que os Estados Unidos estejam marchando rumo à guerra.

Como uma fonte militar anônima disse à agência Reuters: “Só porque a retórica fica mais agressiva não quer dizer que nossa postura muda”.

O colunista do “New York Times” Max Fisher concorda: “São os tipos de sinais, não os comentários bruscos de um líder, que mais importam nas relações internacionais”.

Além disso, depois dos dois testes de mísseis intercontinentais da Coreia do Norte em julho, os Estados Unidos tentaram uma tática diferente – pressionar Pyongyang através de sanções do Conselho de Segurança da ONU.

E seus diplomatas têm mostrado otimismo sobre um eventual retorno à mesa de negociações, apontando para o apoio de China e Rússia.

Esses dois países enviam sinais conflitantes a Pyongyang, mas também moderam a retórica agressiva do presidente Trump.

Ainda assim, alguns analistas dizem que um movimento mal interpretado no contexto de tensão poderia levar a uma guerra por acidente.

“Poderia ocorrer uma falha de energia na Coreia do Norte que pudesse ser interpretada como um ataque dos EUA. Ou os EUA podem cometer um erro [na Zona Desmilitarizada]”, disse à BBC Daryl Kimball, do centro de estudos americano Arms Control Association. “Então há várias formas de cada lado errar o cálculo e a situação acabar saindo do controle”.

  1. Nenhuma novidade

Como pontua o ex-secretário-assistente de Estado dos EUA PJ Crowley, Estados Unidos e Coreia do Norte chegaram perto de um conflito armado em 1994, quando Pyongyang se negou a permitir a entrada de inspetores internacionais em suas instalações nucleares. Na ocasião, a diplomacia venceu.

Com o passar dos anos, a Coreia do Norte fez ameaças incendiárias contra Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul com regularidade, muitas vezes ameaçando transformar Seul em um “mar de fogo”.

E a retórica de Trump não é exatamente sem precedentes para um presidente americano.

“De várias maneiras diferentes, ainda que de uma forma não tão colorida, os Estados Unidos sempre disseram que, se a Coreia do Norte atacar, o regime deixará de existir”, diz Crowley.

A diferença desta vez, acrescenta ele, é que o presidente dos Estados Unidos parece sugerir que tomaria uma atitude preventiva (apesar do secretário de Estado, Rex Tillerson, ter descartado essaopção depois).

Esse tipo de retórica belicosa imprevisível vindo da Casa Branca não é comum e preocupa as pessoas, dizem analistas.

Ainda assim, a Coreia do Sul – o aliado americano que mais tem a perder em um confronto com o Norte – não parece estar muito preocupada.

Um assessor da Presidência em Seul disse a jornalistas que a situação não chegou a um nível de crise e que é muito provável que tudo seja resolvido pacificamente.

Isso é motivo para otimismo.

BBC

Policiais e agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro encontraram uma mala cheia de dinheiro na casa da família de Neilton Mulim, ex-prefeito de São Gonçalo (RJ) que foi preso nesta quinta-feira (10). Ele é suspeito de fraude de R$ 40 milhões na iluminação pública do município.

G1 tentou falar com o advogado de Mulim, que esteve na delegacia de Maricá nesta manhã, mas ele não quis se pronunciar. Mulim deixou a unidade policial por volta das 14h50 e foi levado para o Instituto Médico Legal.

Neilton Mulim deixa delegacia e é levado para o IML (Foto: Carlos Brito/G1)

Na denúncia, os promotores dizem que, quando assumiu a prefeitura, em 2013, Neilton Mulim passou a gerenciar um contrato já existente, com a empresa Compillar, no valor de R$ 2,5 milhões, por seis meses.

Depois de fazer contato com Paulo Roberto de Souza Cruz, representante da empresa, resolveu fazer uma nova licitação. Para isso, Neilton nomeou seu amigo de infância, Francisco José Rangel de Moraes, como Secretário de Infraestrutura e Urbanismo.

E, assim que assumiu a pasta, Rangel convocou uma licitação pra iluminação pública. O grupo formado pelo ex-prefeito e pelo ex-secretário e por mais nove pessoas, entre servidores públicos e empresários, é acusado de cometer irregularidades nessa licitação, que foi vencida pela Compillar.

O contrato, de mais de R$ 15 milhões, foi renovado duas vezes, e vigorou até julho desse ano. Além de direcionar a licitação, o grupo político de Mulim também é acusado superfaturar o contrato e ordenar e fazer as despesas sem que nenhuma lei autorizasse os gastos.

Os promotores dizem que o prejuízo pros cofres de São Gonçalo chegou a R$ 40 milhões. Além disso, o serviço da Compillar não foi devidamente prestado. De acordo com a investigação, a empresa dava prioridade à manutenção de alguns lugares, a pedido do ex-prefeito e de vereadores, com objetivos políticos eleitoreiros.

Na semana passada, a equipe de reportagem do RJTV circulou por São Gonçalo e encontrou ruas totalmente às escuras.

O administrador da empresa Compillar, que deveria fazer a manutenção da iluminação pública em toda a cidade de São Gonçalo é Paulo Roberto de Souza Cruz. Nesta quinta, na casa dele, promotores encontraram dinheiro, celulares, relógios, joias, cheques e documentos.

Além de ser acusado de participar da fraude de São Gonçalo, Paulo Roberto também é suspeito de agir junto com políticos e servidores de outros municípios para obter contratos sem os procedimentos necessários.

Segundo os investigadores, Neilton Mulin, Paulo Roberto de Souza Cruz e os outros nove presos na operação vão responder por organização criminosa, fraudes à licitação e despesa não autorizada por lei, como prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Lívia Torres, G1 Rio

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