Em cinco anos, número de médicos no Rio Grande do Norte cresceu quase 30%

Análise feita pelo Conselho Federal de Medicina (CRM) concluiu que o número de registros nos CRM’s regionais cresceu nos últimos cinco anos. O total desses profissionais cresceu 21,03%, a partir de suas bases cadastrais, no período compreendido entre 2013 e 2018.

No Rio Grande do Norte, o índice de novos médicos nos últimos cresceu 29,56% no período. Entre 2013 e 2018, se inscreveram no CRM estadual 1.655 médicos. Atualmente, o estado conta com 5.598 profissionais inscritos.

Proporcionalmente, os maiores aumentos foram registrados nos seguintes estados: Rondônia (48,41%), Tocantins (46,85%), Piauí (37,35%), Paraíba (34,08%) e Amazonas (30,87%). Os menores percentuais de aumento foram registrados em: Distrito Federal (14,88%), São Paulo (15,47%), Rio de Janeiro (17,15%), Rio Grande do Sul (17,66%) e Alagoas (19,62%).

Segundo números de outubro passado, o Brasil contava com 466.135 médicos ativos, segundo números de outubro passado. Entre 2013 e 2018, um total de 98.006 médicos se inscreveram nos Conselhos Regionais de Medicina.

Por conta disso, o órgão diz que o país possui médicos ativos em número absoluto suficiente para atender às necessidades da população e, inclusive, para ocupar vagas abertas no Programa Mais Médicos (PMM).

Na avaliação do CFM, se comparado com as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fica evidente que o percentual de crescimento da população médica foi 5,4 vezes maior do que o de crescimento da população em geral, nesse intervalo de tempo, que ficou em 3,7%. Nos últimos cinco anos, o País ganhou mais 7.462.186 habitantes, passando de 201.032.714 (em 2013) para 208.494.900 (em 2018).

Com o aumento registrado na população médica, também subiu a razão de médico por grupo de mil habitantes no Brasil, que passou de 1,93 (2013) para 2,24 (2018). Essa variação aproximou o indicador nacional de países como Coréia do Sul (2,2), México (2,3), Japão (2,4) e Polônia (2,5).

O aumento significativo da população médica aconteceu nos 26 estados e no Distrito Federal, o que mostra que essa oferta tem crescido mesmo nas áreas mais distantes, apesar de persistir uma tendência de concentração nos estados e regiões mais desenvolvidos, em especial no Sul e no Sudeste, bem como na faixa litorânea.

Mesmo descontando-se dos novos inscritos o número de médicos que se tornaram inativos no período (por óbito, cancelamento de registro, etc.), o aumento efetivo da população médica continua alto, ficando em 77.716 profissionais. Sob esse prisma, os estados onde foi registrado maior aumento proporcional de médicos foram: Tocantins (38,7%), Mato Grosso (36,5%), Maranhão (33,6%), Piauí (33,3%) e Amapá (32,3%). Por sua vez, os estados com menor crescimento foram: Rio de Janeiro (8,9%), Rio Grande do Sul (14,8%), Alagoas (17,9%), São Paulo (19,6%) e Amazonas (20%).

No Tocantins (estado com maior aumento efetivo proporcional), a população médica apresentou índice de crescimento 7,4 vezes maior que o da população geral. No Rio de Janeiro (estado com menor aumento), o percentual de evolução da população médica foi quase o dobro do que o da população em geral.

Diante dessa evolução, o Conselho Federal de Medicina destaca que há no Brasil médicos regularmente inscritos em número superior à necessidade apresentada pelo Programa Mais Médicos. No entanto, na avaliação da autarquia há que considerar a urgência de fortalecimento da Atenção Básica, em especial nos municípios mais carentes, dotando-os de infraestrutura, insumos, medicamentos, equipes multiprofissionais em saúde e acesso a rede de referência para encaminhar casos mais graves, pois são questões primordiais para que o trabalho médico e, consequentemente, o atendimento à população se deem de modo ético dentro de com padrões técnicos adequados.

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