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A Assembleia Legislativa, por meio da Escola da Assembleia, participa nesta quarta e quinta-feira (16 e 17), na UFRN, do IV Colóquio sobre Gestão Pública, que busca refletir sobre o processo de construção das capacidades institucionais de gestão na administração pública, tendo como foco os seguintes temas: limites e possibilidades de profissionalização da burocracia pública; os laboratórios de inovação para melhoria da gestão pública; e os dilemas e limites da gestão pública na atualidade.

“A participação da Escola da Assembleia no IV Colóquio em Gestão Pública da UFRN fortalece a parceria entre as duas instituições, iniciada com o mestrado profissional em Gestão Pública e enraizada na produção de conhecimento na área pública”, enfatiza o diretor da Escola, professor Carlos Russo.

O evento integra a programação do 23º Seminário de Pesquisa do CCSA/UFRN, que tem como tema ‘Desenvolvimento e Democracia no Brasil: do que estamos falando?’. O seminário busca evidenciar a preocupação do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFRN em consolidar um espaço para discussão e socialização do conhecimento produzido nas diferentes áreas das ciências sociais aplicadas. Outras informações no endereço: www.seminario.ccsa.ufrn.br.

Programação do IV Colóquio em Gestão Pública

Dia 16

15h30 – Mesa Redonda ‘Os desafios da profissionalização da burocracia Palestrantes: Pedro Luiz Costa Cavalcante (Coordenador de Estudos e Políticas de Estado e Democracia – IPEA) e Natália Massaco Koga (ENAP) Mediador: Prof. Richard Medeiros (PPGP/UFRN). Local: Auditório do Curso de Ciências Contábeis – Sala H2 – Setor V.

19h30 – Cerimônia de abertura

20h Conferência ‘Construindo capacidades institucionais de gestão na Administração Pública: limites e possibilidades’. Conferencista: Alexandre de Avila Gomide (Diretor de Estudos e Políticas do Estado, Instituições e Democracia – IPEA). Local: Auditório do NEPSA I.

Dia 17

9h30 – Mesa Redonda ‘Laboratórios de Governo e Inovação na Gestão Pública’. Palestrantes: Marco Bruno Miranda Clementino (Diretor do Foro da Justiça Federal no Rio Grande do Norte e do i.9 JFRN, Laboratório de Inovação da JFRN) e Daniela Coimbra Swiatek (Coordenadora do Laboratório de Inovação em Mobilidade – Prefeitura de São Paulo) Mediador: Prof. Hironobu Sano (PPGP/ PPGA/UFRN). Local: Auditório do NEPSA I.

15h30 Conferência de Encerramento ‘Novos dilemas e alternativas para a Gestão Pública’. Conferencista: João da Rocha Neto (Professor do Programa de Pós-graduação em Administração – UNB, Escola Nacional de Administração Pública). Local: Auditório do NEPSA I.

Crédito: Senadora Fátima Bezerra – PT/RN

Durante a audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), a senadora Fátima Bezerra criticou os cortes no orçamento da União, no Ministério da Educação, principalmente na área de investimentos. A CE recebeu, nesta terça-feira, o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, que apresentou os problemas e as prioridades da pasta.

Houve queda, sim, nas despesas discricionárias que envolvem custeio e investimento do Ministério da Educação. Em 2015, nós tivemos R$ 30 bilhões e, neste ano, tivemos empenhados apenas R$ 22 bilhões. Isso é reflexo da Emenda Constitucional 95, que congelou os gastos públicos nos próximos 20 anos. A dupla Temer-Meirelles só sabe cortar”, afirmou a senadora.

Fátima também considerou um retrocesso a redução das vagas dos cursos de Medicina no país. No último dia 05 de abril, o Ministério da Educação proibiu a abertura de novos cursos de Medicina e novas vagas em cursos já existentes, tanto nas instituições privadas como nas instituições públicas. “Na contramão do programa “Mais Médicos”, o MEC lançou o programa “Menos Médicos”. No meu estado, nós temos lutado para consolidar e ampliar as vagas de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e na Universidade Federal Rural do Semiárido. Questiono: O novo Ministro da Educação pretende manter o programa “Menos Médicos”, em detrimento do sonho de milhares de estudantes que desejam fazer um curso de Medicina em uma universidade pública? ”.

Ainda em relação ao Rio Grande do Norte, Fátima cobrou do governo uma ação concreta em relação à reclassificação dos campi de Lajes e Parelhas como independentes. Hoje, ambos são ligados administrativamente ao Campus Natal-Central do IFRN. Ela também solicitou informações sobre a liberação de recursos para as universidades do estado.

Fátima repudiou ainda o descaso do ministro em relação à realização da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape 2018), que será realizada entre os dias 24 a 26 de maio, em Belo Horizonte. “Lamento que o ministro fale com desprezo da Conape. Mas, isto faz parte de um governo ilegítimo e de tantos retrocessos no campo da educação”, disse.

Após ser questionado pela parlamentar sobre a continuidade do Plano Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica, o Parfor, o ministro informou que será lançado novo edital do programa em junho deste ano. Em audiência pública na CE, presidida pela senadora Fátima, em abril, os representantes do ministério e da Capes garantiram que seriam lançados novos editais até o segundo semestre deste ano.

Crédito: G1RN

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que os professores e educadores infantis de Natal, que estão em greve desde março, voltem às suas atividades. A decisão liminar do desembargador Gilson Barbosa atendeu a um pedido feito pelo município e ainda estabeleceu multa diária no valor de R$ 10 mil, caso o sindicato que representa a categoria não cumpra a medida.

O município entrou com a ação cívil contra o Sindicato dos Trabalhadores e Educação Pública (Sinte) alegando que o movimento é ilegal e entendendo que o serviço atingido pela paralisação tem caráter essencial.

Os professores pedem correção no piso salarial 2018, além de outras 56 reivindicações na pauta enviada à Prefeitura de Natal.

Professores de Natal decidiram entrar em greve em março deste ano (arquivo) (Foto: Lenilton Lima/ Sinte)

Na ação, o Sinte defendeu a sua legitimidade para representar os interesses dos trabalhadores nas negociações ou perante o Poder Judiciário e defendeu o não enquadramento do serviço no rol de atividades essenciais, porque considera que eles não são indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis.

O desembargador Gilson Barbosa, responsável pela determinação, decidiu não declarar, no momento, a ilegalidade ou abusividade da greve, mas apontou a necessidade do retorno dos servidores às suas atividades, para que os alunos da rede municipal voltem a ter aulas regulares e não tenham o ano letivo prejudicado.

A multa diária de R$ 10 mil, a ser aplicada se os profissionais não voltarem ao trabalho, está limitada a R$ 50 mil, em princípio.

ASCOM – Reitoria
O Departamento de Comunicação (Decom) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebe até o dia 20 de Maio, as inscrições para a Semana de Jornalismo 2018. O evento é aberto para todos os públicos.
A Semana de Jornalismo acontece entre os dias 23, 24 e 25 de Maio, o tema da edição deste ano é Fake News e a Era da Pós-Verdade. A temática em questão abre uma discussão sobre as noticias falsas que circulam na rede, dentro de uma conjuntura em que a sua proliferação se torna uma ameaça ao ofício jornalístico, tornado responsabilidade de toda uma comunidade refletir, educar e combater tal prática de criação e divulgação das chamadas fake news.

O evento é uma experiência de aprendizado e interação que reúne profissionais, docentes e estudantes do Jornalismo para discutir um tema em destaque na área. A conferência principal da programação contará com a presença da jornalista Cynara Menezes e acontece no auditório do Departamento de Educação Física, às 19h. Mais detalhes da programação podem acessados no link bit.ly/2Kkro7n

Os interessados em participar no evento devem se inscrever no site da Semana de Jornalismo que pode ser acessado no link bit.ly/2Gc6vsK e posteriormente preencher os dados nos formulários em cada oficina que queria participar. Outras informações sobre as inscrições podem ser obtidas pelo email semanadejornalismoufrn@gmail.com ou pelas redes sociais do evento no Facebook bit.ly/2jYSWUB

 Crédito: RAIMUNDO MELO/TALITA BARBOSA

Entre os dias 7 e 12 de maio, um grupo de 12 brasileiros apoiados pela Fundação Lemann e pelo MIT Media Lab — laboratório de inovação do Massachusetts Institute of Technology (MIT) — participa de uma série de atividades relacionadas à aprendizagem criativa em Boston, Massachusetts (EUA).

Raimundo Melo e Talita Barbosa, fazem parte do grupo que embarcou para os Estados Unidos no último fim de semana coordenando o projeto Fotografia, Memória e Identidade. O projeto é realizado através da Rede Potiguar de Televisão Educativa e Cultural, através de uma parceria entre do Centro de Documentação e Comunicação Popular (CECOP), o Pontão de Cultura e Comunicação e a Secretaria Estadual de Educação e Cultura do RN.

A viagem é um dos benefícios do Desafio de Aprendizagem Criativa Brasil, promovido em uma parceria das duas organizações. No programa, os participantes ganham uma bolsa, participam de eventos de inovação na educação e recebem acompanhamento para desenvolverem seus próprios projetos durante um ano.

“O Desafio Aprendizagem Criativa Brasil permite que pessoas de diferentes trajetórias se unam em uma poderosa troca de ideias”, diz Camila Pereira, Diretora de Educação da Fundação Lemann. “Estamos animados com os projetos que estamos apoiando este ano, que marca a segunda edição do Desafio, e com o potencial de transformação para a educação que eles têm”, completa.

Fotografia, Memória e Identidade

 Raimundo Melo e Talita Barbosa, educadores e comunicadores do Rio Grande do Norte, são responsáveis pelo Projeto Fotografia, Memória e Identidade, que foi selecionado pelo Desafio Aprendizagem Criativa Brasil. O projeto trabalha o exercício do olhar e o uso da linguagem fotográfica na dinamização criativa do processo educativo e na produção e difusão de bens culturais em espaços de escolas públicas e comunidades quilombolas.

Articulando os campos da fotografia, memória e identidade, essa experiência coloca em evidência o protagonismo de crianças, adolescentes, jovens, adultos; além de alunos e educadores na produção e difusão do conhecimento de forma dinâmica e criativa.

Essa iniciativa dá ênfase ao uso das novas tecnologias da comunicação e da informação, à formação integral, inovadora e criativa dos atores envolvidos e a valorização da memória e histórias das comunidades. A proposta aponta para a criação de espaços locais de memória e afirmação da identidade cultural e o comprometimento da educação com a transformação social.

Aprendizagem Criativa em Boston

 Durante essa semana em Boston, o grupo de brasileiros está em contato com novos conceitos da Aprendizagem Criativa e conhecendo de perto o trabalho do Lifelong Kindergarten Group (LLK) do MIT Media Lab. A agenda também prevê momentos para que os participantes compartilhem suas percepções sobre os desafios e oportunidades da educação brasileira com pesquisadores e a comunidade do MIT Media Lab.

“É sempre muito bom receber os fellows brasileiros. Eles trazem perspectivas e experiências muito diferentes das que temos. O resultado é uma troca de aprendizagens riquíssima para todos”, comenta Leo Burd, diretor do Lemann Creative Learning Program no MIT Media Lab.

Parte da semana em Boston também será dedicada a visitas a organizações educacionais parceiras do MIT Media Lab na região. Entre elas, encontram-se escolas inovadoras como NuVu e Acera, e espaços de aprendizagem informal, como Parts and Crafts e South End Technology Center.

“É uma grande oportunidade de conhecer o MIT e toda equipe, pesquisadores, escolas e suas experiências”. “Estamos vivenciando um momento de intercâmbio de conhecimentos criativos e culturais; de compartilhamento da experiência que desenvolvemos com uso da imagem no processo educativo”, contam Raimundo e Talita.

No último dia no MIT Media Lab, 12 de maio, os brasileiros participarão do Scratch Day (Dia do Scratch), uma rede global de eventos nos quais as pessoas se reúnem para celebrar o Scratch, a plataforma de programação gratuita e comunidade online para crianças. Os eventos do Scratch Day reúnem jovens da comunidade Scratch para que eles compartilhem projetos, aprendam uns com os outros, e deem as boas-vindas aos recém-chegados. No ano passado, foram mais de 1000 eventos organizados ao redor do mundo.

ASCOM – Reitoria/UFRN
Feminina como os adjetivos sensibilidade, coragem e igualdade, a mesa de honra formada para marcar a reabertura do Centro de Referência em Direitos Humanos, tem a genética da instituição, cuja marca de atuação identifica-se com os três atributos citados no início do parágrafo, marcadamente em situações como a defesa dos direitos da comunidade LGBT, da população de rua, dos usuários de serviços de saúde mental, bem como no combate a tortura, extermínio da juventude e a intolerância religiosa. O evento de reabertura aconteceu na noite desta quinta-feira, 10, no prédio do Ágora, e foi seguido do debate “Direitos Humanos em Tempo de Golpe”.

Presente à solenidade, a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, realçou a necessidade de estar na reabertura como uma espécie de profissão de fé própria. “O Centro é viabilizado através de um projeto de extensão aqui da UFRN e também pela emenda parlamentar que permitiu a realização do projeto neste ano. A relevância deste espaço é até certo ponto imensurável, mas interpreto essa iniciativa como um espaço de aplicabilidade dos saberes e conhecimentos construídos na UFRN sobre os direitos das pessoas”, colocou a reitora. O Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) é um órgão nacional com unidades em diversas regiões do Brasil coordenadas pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). No RN existem dois centros, em Mossoró e Natal, cujas atividades iniciaram em 2011.

CRDH/UFRN
Com a reabertura, o Centro de Referência em Direitos Humanos da UFRN passa a ser chamado de Centro de Referência Marcos Dionísio, em homenagem a um dos principais militantes e ativista dos direitos humanos no Rio Grande do Norte, falecido em 2017. Referência, Marcos Dionísio foi presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania do RN. A unidade funcionará no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da UFRN, com psicólogo, assistente social e advogado, prestando assistência com o apoio de nove estagiários.

Autora da emenda parlamentar destinada ao funcionamento do CRDH, a senadora da República Fátima Bezerra destacou que a atuação do centro é uma forma também de desmistificar uma interpretação incorreta que muitas pessoas têm a respeito dos direitos humanos. Sobre a homenagem, ela afirmou que tem um significado adicional. “Temos dois nomes aqui, a UFRN e Marcos Dionísio, que dão aporte de referência e seriedade que acaba mostrando a coerência da distinção e a importância da reabertura”. Também estiveram presentes a vereadora Natália Bonavides, pró-reitores, diretores de centro acadêmico e membros de movimentos sociais e populares da sociedade civil.

O CRDH/UFRN é dividido em três núcleos de atuação: Carlos Marighella, Nísia Floresta e José Datrino. Juntamente com grupos parceiros, o Centro funciona como uma ponte entre a comunidade e outros órgãos institucionais, a partir do qual são implementadas ações que se voltam à garantia, defesa e promoção dos Direitos Humanos, bem como o acesso à justiça e o estímulo ao debate sobre cidadania, no intuito de influenciar positivamente na conquista dos direitos individuais e coletivos. Para tanto, o CRDH atua prestando serviços de atendimento jurídico, social e psicológico, capacitação em Direitos Humanos, mediação de conflitos, apoio e articulação de atores públicos e de movimentos sociais, bem como na produção de conhecimento sobre Direitos Humanos.

ASCOM-Reitoria/UFRN

Explicitar ações de referência no serviço público e sua relação com as boas práticas de sustentabilidade, bem como expandir a ideia para o âmbito dos municípios do estado, será a espinha dorsal dos debates do Seminário da 1ª Edição do Prêmio ODS Brasil, no dia 11 de maio, às 9h, no Auditório da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O seminário está sendo realizado em cada estado brasileiro e a premiação tem o intuito de reconhecer a atuação dos governos estaduais e municipais, além de diversos segmentos da sociedade brasileira, que atuam para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os interessados podem efetuar inscrição no site: www.odsbrasil.gov.br

Um dos pontos altos da programação será a apresentação de cases do RN com vieses de sustentabilidade e que já foram premiados. Um deles é o da Horta Comunitária da UFRN, indicado neste ano como uma experiência exitosa pelo Fórum Global de Segurança Alimentar e Nutricional da Organização das Nações Unidas (ONU) e ramificada inclusive em escolas municipais. O outro é a ação Classe Hospitalar Varela Santiago, finalista, em 2013, do Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O evento é uma realização da Secretaria do Governo Federal com apoio da instituição de ensino, da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) e da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn).

ODS

Como parte do Protocolo Internacional da Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são o compromisso do Brasil com a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, abordando 17 temáticas, como a erradicação da pobreza, água limpa e saneamento, educação de qualidade, combate às alterações climáticas, entre outros temas.

A dor de ouvido é um sintoma relativamente comum na emergência e pode ter diversas causas. A mais comum é a infecção aguda do canal auditivo (ouvido externo), nomeada pelos médicos como otite externa, como explica Dimas de Almeida, clínico geral do Hapvida Saúde.

“Uma das principais causas de otite externa é o uso excessivo e errado de cotonetes ou o habito de coçar o ouvido com materiais rígidos: chaves, palitos, unha’’, afirma.

Há também causas que não necessariamente são provenientes do ouvido em si, como inflamações nos dentes molares ou disfunção da articulação temporo-mandibular.  “Em crianças, a dentição da infância pode causar inflamações com o nascimento dos dentes, mas também são comuns após banhos de imersão em piscinas, mar, lagoas’’, complementa Dimas de Almeida.

Para diminuir a dor, o médico ressalta que “o uso de analgésicos convencionais costuma ter um efeito satisfatório, porém a avaliação médica é imprescindível, pois essas medicações apenas tratam os sintomas e não a causa’’.

Ainda segundo o clínico geral, a complicação mais comum é o avanço da dor até o ouvido médio que pode causar perfuração do tímpano, porém, em casos graves, podem evoluir até uma forma de infecção óssea que necessite de internação hospitalar e, por vezes, intervenção cirúrgica.

No caso de prevenção, a recomendação é não fazer uso de medicações tópicas dentro do canal auditivo assim como não se deve tentar limpar com uso de cotonetes ou algodão. “Todo quadro de dor que dure mais de 24 horas é necessária a avaliação médica imediata’’, destaca o clínico geral.

Crédito da foto: Cedida/IFRN.

Os detentos do Presídio Federal de Mossoró são oficialmente alunos do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Nesta terça-feira (24) foi formalizado o acordo de cooperação educacional entre a instituição e a penitenciária, que oficializa o projeto “De Olho No Futuro”, que tem como objetivo garantir certificados de ensino médio e superior para os apenados.

Dez internos da penitenciária já fazem, à distância, o curso de graduação em Gestão Ambiental. As aulas começaram há seis meses e, por ser pioneiro, o projeto está em constante fase de adaptação. A penitenciária tem uma série de regras para garantir a segurança tanto dos apenados quanto dos trabalhadores.

“Eles têm restrição para manipular livros e acesso à internet, dentre outras coisas. Estamos nos adaptando ao máximo à rotina do presídio”, explicou o professor Augusto César Fialho Wanderley, que é coordenador da turma especial para os detentos e também pesquisador em segurança pública no sistema prisional.

O projeto

Segundo a lei nº 12.433, de 29 de junho de 2011, a pessoa que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto pode abater, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução. Para cada 12 horas de frequência escolar ou três dias de trabalho, essa pessoa tem o direito a reduzir um dia do tempo de privação de liberdade. “Acreditamos muito, enquanto gestores e educadores, que a educação realmente é o instrumento mais eficaz de transformação social, de qualificação e inserção no mercado de trabalho”, afirmou Alexsandro de Oliveira, diretor-geral do Campus EaD do Instituto.

Tudo começou quando, por incentivo da pedagoga da penitenciária, Jussara Oliveira, os detentos fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio, ainda em 2016, inscreveram as notas para o curso de Gestão Ambiental Presencial do Campus Mossoró do IFRN e foram aprovados: “Tivemos dez alunos aprovados no curso, que era presencial. Surgiu então a necessidade de levar o conhecimento até eles. Encaramos o desafio e não desistimos deles, que querem aprender”, disse Jailton Barbosa, diretor-geral do Campus Mossoró.

A pedagoga atua como intermediadora entre o campus e os detentos, trazendo materiais, direcionando o conteúdo e levando provas, testes e atividades. Para Jussara, a garantia de uma boa educação é uma forma de ressocializar pessoas condenadas à prisão: “ela possibilita que, ao retornar à sociedade após quitar sua dívida com a justiça, os ex-presidiários tenham outras opções que não o regresso à criminalidade. Uma boa formação profissional e educacional proporciona melhores alternativas de inserção social e de remuneração, prevenindo a reincidência”, disse.

O curso

A parceria entre a penitenciária e o campus não é nova. Desde a criação do presídio federal, as instituições mantêm projetos voltados ao ensino dos apenados. “A ampliação da parceria é muito importante, pois permite a oferta de cursos a distância para os internos, a oportunidade de capacitação para servidores de ambas as instituições, bem como a possibilidade de desenvolvermos projetos de ensino, pesquisa e extensão em ambientes do sistema prisional”, destacou Jailton.

O Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental, na modalidade a distância, tem como objetivo formar profissionais com competência para compreender e analisar criticamente as atividades tecnológicas, econômicas, produtivas e sociais que possam causar impactos ao meio ambiente, e propor alternativas preventivas e/ou corretivas, de solução e/ou de prevenção, para a melhoria e conservação da qualidade ambiental

ASCOM – Reitoria/UFRN/Foto: Cícero Oliveira
O projeto da próxima edição do Motores do Desenvolvimento foi apresentado ao superintendente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Fabrizzio Leite Feitosa, na tarde da última sexta-feira, 20, na sede do Órgão no Estado. Na ocasião, a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, e o diretor administrativo da Tribuna do Norte, Ricardo Alves, relataram ao gestor do BNB que o foco dos debates desta 35º edição do projeto abordará o tema Semiárido: Desenvolvimento, Desafios e Potencialidades.
O evento acontece no dia 28 de maio, na sede da Federação das Indústrias do RN. Fabrízzio Leite colocou que o tema abrange amplamente a área de atuação do Banco do Nordeste, bem como os projetos nos quais a instituição atua como parceira. O Motores do Desenvolvimento acontece há onze anos e é uma realização da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em parceria com o Sistema Fecomércio RN, a Tribuna do Norte, Sistema Fiern, Ministério Público e a RG Salamanca Investments.

(Williane Silva – ASCOM-Reitoria/UFRN)/Foto: Cícero Oliveira

“Somos os herdeiros do futuro e, pra esse futuro ser feliz, vamos ter que cuidar bem desse país”, canta Toquinho, reverberando o alerta de Luiz Gonzaga entoando os versos “não posso respirar, não posso mais nadar, a terra está morrendo, não dá mais pra plantar”. As canções reforçam a nossa responsabilidade com os recursos naturais para as futuras gerações e para o desenvolvimento de ações sustentáveis. Nessa perspectiva, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) avançou mais um passo com a criação da Política Ambiental da instituição de ensino.

Com base na Política Nacional do Meio Ambiente, que incentiva “a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida”, para assegurar condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, a Política Ambiental da UFRN traz um conjunto de princípios e diretrizes que visam implantar ou regulamentar ações institucionais com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável na Universidade e na sociedade, na perspectiva de um ambiente saudável e ecologicamente equilibrado.

A discussão sobre a criação da Política teve início há um ano em um seminário de meio ambiente, quando foi formada uma comissão composta pela comunidade acadêmica, com o intuito de elaborar uma minuta ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), conta a pró-reitora de Extensão e relatora da proposta, Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes.

Aprovado pelo Consepe, no dia 10 de abril, o documento traz como princípios norteadores o desenvolvimento sustentável, participação democrática e inclusiva; transparência no acesso à informação; cooperação mútua com a comunidade interna e externa; integração de saberes no planejamento e na gestão das suas ações; respeito às especificidades e estímulo ao desenvolvimento socioambiental local; e valorização do conhecimento produzido na UFRN.

Entendendo que o meio ambiente é patrimônio público a ser assegurado e protegido para o uso coletivo, na opinião da relatora da proposição, “com a política, estamos dizendo que queremos contribuir com a resolução dos problemas ambientais do presente e do futuro, por meio do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão”.

A resolução da Universidade vem cumprir ainda proposições da Organização Nações Unidas (ONU), como a Agenda 2030 – “plano de ação para pessoas, para o planeta e para a prosperidade”- e a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), trazendo estímulo à criação de estratégias de uso e gestão do território de forma sustentável, priorizando a recuperação de áreas degradadas, a conservação de ecossistemas e da biodiversidade; aos modos sustentáveis de transporte dentro dos campi da UFRN; à melhoria da qualidade de vida no trabalho, segurança e saúde ocupacionais; à alimentação saudável; à valorização da diversidade cultural, de gênero e de opiniões como vetores do desenvolvimento acadêmico sustentável; entre outros objetivos.

Após a publicação do documento, o próximo passo é formar um Conselho Gestor da Política Ambiental, constituído pela Gestão Central da instituição. O grupo terá natureza avaliativa, consultiva e deliberativa e será composta pela Diretoria de Meio Ambiente (DMA), representantes das Pró-Reitorias, dos Centros, Unidades Acadêmicas, alunos e de órgãos ambientais externos de nível estadual e federal.

De toda forma, quaisquer unidades, órgãos ou servidores da UFRN podem propor programas institucionais de gestão ambiental cuja implementação estará condicionada à avaliação e aprovação do Conselho Gestor da Política Ambiental. A resolução foi publicada na íntegra no Boletim de Serviço, no Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos (SIPAC), no dia 12 de abril: www.sipac.ufrn.br

Ações anteriores à Política

O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRN aponta a implantação de ações sustentáveis e a Diretoria de Meio Ambiente (DMA), o setor responsável pelo gerenciamento dos recursos produzidos na Universidade vinculado à Superintendência de Infraestrutura (SIN), já desenvolve atividades nessa perspectiva, como o cuidado com os resíduos, tratamento de esgoto, reuso da água para irrigação, arborização e paisagismo do campus, controle de vetores e zoonoses (dengue e felino), monitoramento da qualidade da água, estudos ambientais das obras executadas, compostagem, além de ações educativas, a exemplo das capacitações e treinamentos para a comunidade acadêmica e campanhas de sensibilização para a diminuição de uso de papel e de copo descartável.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da UFRN, Herberte Hálamo, a Diretoria participou da construção da Política Ambiental e acredita que o documento vai facilitar a articulação entre os diversos setores da instituição. “É um avanço na integração da área acadêmica com a administrativa, que vai proporcionar a análise de projetos pedagógicos com base na sustentabilidade”, avalia o gestor.
Confira as ações da DMA: http://www.meioambiente.ufrn.br/

ASCOM-Reitoria/UFRN/Foto: Cícero Oliveira
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abriu Chamada Pública para Seleção dos Comerciantes de Alimentos para a Mostra de Ciência, Tecnologia e Cultura (Cientec) 2018 e para outros eventos temporários. As inscrições podem ser feitas até 27 de abril na Pró-Reitoria de Extensão (Proex).

O documento traz informações sobre normas e condições para inscrição, seleção e participação dos comerciantes de alimentos, além de categorizar os participantes em “comerciantes ambulantes de alimentos”, são os que exercem a comercialização de alimentos por conta própria, utilizando apenas elementos portáveis dentro do evento, e “comerciantes de alimentos e bebidas em unidades autônomas”, os que vendem produtos alimentícios em estrutura veicular ou espaço provisório (tenda ou estande).

A inscrição deve ser realizada presencialmente no Setor de Eventos da Proex, localizado no piso térreo da Reitoria, das 9h às 11h e das 14h às 17h.

Crédito da foto:Sinte-RN

Despacho do desembargador Glauber Rego, publicado na última quarta-feira, 18, no Diário Oficial Eletrônico do Diário da Justiça do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) pede para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte/RN) que se posicione em 24 horas sobre a proposta discutida entre representantes do Sinte/RN e do Governo do Estado para o fim da greve dos professores da rede estadual de ensino.

Segundo o documento, “o Autor concorda em ampliar a proposta formulada por este Juízo, acrescentando o seguinte item: ‘iii) a concessão, aos inativos, da diferença decorrente da implantação do reajuste de 6,81% de forma parcelada a ser quitada em seis parcelas, sendo a primeira em outubro de 2018 e a última em março de 2019.’”.

Na última terça-feira, 17, os profissionais decidiram manter a greve para que o governo do Estado melhore a última proposta apresentada para pagar a correção de 6,81% do Piso Salarial 2018. A proposta do governo consiste em implementar o Piso para os trabalhadores ativos já agora em abril, de forma integral. Os aposentados receberiam em 6 parcelas, de abril a setembro deste ano.

Já o retroativo, tanto para ativos quanto aposentados, seria pago de outubro a março de 2019, em 6 parcelas, conforme sugerido pelo Desembargador Glauber Rêgo durante audiência de conciliação no último dia 11 de abril.

A assembleia decidiu que quer que os aposentados recebam o Piso ao mesmo tempo que os ativos e que o retroativo seja pago até o final de 2018. O sindicato disse que essa deliberação foi levada ao governo por intermédio da Justiça.

Os professores da rede estadual de ensino entraram em greve no último dia 22 de março. Os profissionais querem que a proposta para pagar o Piso Salarial, no ponto que se refere aos aposentados, seja devidamente esclarecida. A assembleia também decidiu esperar que o governo se posicione acerca de toda a proposta. Uma nova assembleia for marcada para a próxima terça-feira (17), às 8h30, no Winston Churchill.

Além da correção do Piso Salarial, os trabalhadores em educação estão em greve por melhores condições de trabalho e em prol de reformas nas escolas. Tal ponto tem o total apoio dos estudantes, conforme demonstrado nos atos e assembleias realizados ao longo da greve. Na próxima semana uma audiência deverá acontecer com o Secretário Adjunto da Educação, Marino Azevedo, para tratar deste ponto.

A categoria também exige o pagamento de direitos que vêm sendo negados e o pagamento em dia dos salários dos aposentados, pagos com atraso há quase 27 meses.

Na tarde desta quinta-feira, 19, o professor vão se reunir em mais uma assembleia e A direção vai levar essa determinação para assembleia responder. O encontro está marcado para as 14h30 na Escola Estadual Wilson Churcill, em Natal.

Crédito: ASCOM – Reitoria/UFRN/ Pesquisador-Josimar-Medeiros-na-frente-de-duas-faveleiras_Cicero-Oliveira

Na terra sertaneja castigada pela estiagem, a esperança resiste em meio ao cenário de morte. O verde contrasta com galhos secos de plantas que agonizam pela falta de água, até mesmo as mais resistentes, cansadas de lutar pela sobrevivência, após a seca mais longa na história do Brasil, de 2012 a 2017. Persiste, porém, o vegetal de nome científico Cnidoscolus quercifolius, popularmente conhecido como faveleira, assim batizado por produzir uma semente leguminosa em forma de favo.

Sua presença no semiárido brasileiro acompanha a série histórica de secas no país, cujo início remonta ao final do século 19, época marcada por um movimento que buscava salvação diante da desigualdade social e das constantes intempéries climáticas. Liderados pelo peregrino Antônio Conselheiro, os humildes sertanejos construíram no interior da Bahia a cidade de Canudos, considerada uma ameaça à recém-criada república brasileira. Com essa motivação, os militares exterminaram a comunidade e, após cumprirem a missão, retornaram para suas cidades de origem. Alguns deles se dirigiram para o Rio de Janeiro, onde, sem salário, instalaram-se em construções improvisadas sobre o Morro da Providência. O local começou a ser chamado de Morro da Favela, em alusão à elevação próxima a Canudos, que ganhou esse nome pela presença abundante da faveleira. Foi a partir daí que se atribuiu o termo ‘favela’ às comunidades carentes informais, desenvolvidas sem infraestrutura urbana básica.

Apesar de ter o nome famoso por esse fato histórico, a favela original ainda é pouco conhecida pela população em geral. Para o homem do sertão, no entanto, representa uma relevante fonte de sustento durante as grandes secas. No Rio Grande do Norte, a planta faz parte da memória de pessoas como Salete Medeiros, 79 anos, moradora do município de São José do Seridó. Durante sua mocidade no sítio dos pais, em Caicó, dona Salete recorda que nas épocas de escassez o pai recorria à faveleira para alimentar os animais e a família.

As raízes eram consumidas pelo gado e as folhas pelas ovelhas, enquanto a madeira da árvore era transformada em cocho para os animais. A diversão das crianças, por sua vez, era coletar as sementes de faveleira. “A gente colocava no pilão, pisava, adicionava açúcar ou rapadura e comia a fuba. Era gostoso demais”, lembra-se com nostalgia do gostinho da infância. As saudades da juventude foram compartilhadas por dona Salete com os filhos, que cresceram escutando as histórias da poderosa planta, à qual a experiente mãe recorria para tratar as feridas das crianças.

O potencial da faveleira despertou a curiosidade de Josimar Medeiros, filho de dona Salete, que em 2006 decidiu plantar algumas mudas na propriedade da família, localizada na zona rural de São José do Seridó, distante cerca de 250 quilômetros de Natal. Professor de Geografia por formação e agricultor por experiência prática, Josimar observou o crescimento das faveleiras e percebeu que, na verdade, a espécie é mais importante do que se pensava.

Do campo para a universidade

Da pequena plantação, brotou a ideia do projeto de pesquisa elaborado por Josimar Medeiros para o doutorado do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Prodema/UFRN). A tese, defendida em dezembro de 2017, identificou a faveleira como espécie-chave cultural do bioma Caatinga e destacou seu protagonismo na reabilitação de áreas desertificadas (AD) ou em processo de desertificação (APD). Para chegar a essas conclusões, o pesquisador realizou observações in loco, revisão da literatura, entrevistas e plantio do vegetal em AD e APD, com auxílio de agricultores familiares.

Na área em processo de desertificação, constatou-se que em 2014 permaneciam vivas 65 das 82 mudas introduzidas por Josimar em 2009, mediante a técnica de uso de embalagens plásticas. Para a área desertificada, os agricultores sugeriram usar tanto as embalagens quanto a sementeira para o plantio das mudas, realizado em 2015. Um ano depois, das 60 mudas introduzidas com cada técnica, sobreviveram respectivamente 56 e 46. Apesar de os números serem mais favoráveis para as embalagens plásticas, a praticidade de transporte das sementeiras fez com que esta técnica fosse replicada para plantio pela comunidade de São José do Seridó, onde atualmente existem aproximadamente 10 hectares de faveleira.

“Mesmo sem prevermos no projeto de doutorado, o vegetal foi disseminado entre os agricultores e se tornou uma política pública do município. As mudas são distribuídas gratuitamente pela prefeitura”, citou Josimar, quando recebeu a equipe da ASCOM Reitoria em São José do Seridó. Fomos recepcionados na Escola Estadual Raimundo Silvino, local de trabalho do professor, que desenvolve há mais de 20 anos com seus alunos o plantio de mudas das mais variadas espécies – inclusive a faveleira. Depois visitamos a comunidade rural de São Paulo, onde reside dona Salete, cuja propriedade se tornou o campo da pesquisa acadêmica. Lá conhecemos pessoalmente as faveleiras plantadas por Josimar no habitat típico dessa espécie, classificada como xerófita pela adaptação ao clima semiárido e desértico.

O irmão do pesquisador, Josenilson Medeiros, foi um dos agricultores que auxiliaram no cultivo da planta. Criador de gado, alimenta os animais com a vegetação rasteira, conhecida popularmente como ‘babugem’, que desaparece nas épocas de pouca chuva e aos poucos estava sumindo permanentemente pelo processo de desertificação – fenômeno causado por efeitos climáticos e ações humanas. Sem alternativa, ele precisava comprar alimento nas épocas de seca para manter a criação, apesar do difícil retorno financeiro por meio da venda de leite. Após a introdução da faveleira, a realidade apresentou transformações visíveis a olho nu.

“Quando a terra está desprotegida, a água vai causando erosão e leva embora a própria babugem. Com a faveleira no terreno, o pasto e as sementes que caem no chão têm onde se proteger, embaixo daquelas raízes, e conseguem se segurar. A planta protege o solo, sem falar no que traz de bom para os animais”, explica Josenilson, ao detalhar que as folhas caem das faveleiras e são consumidas pelo gado justamente nas épocas sem chuva e pastagem. Segundo o agricultor, o vegetal exige pouco trabalho: basta plantar no período correto e com a técnica adequada, sem preocupações posteriores de manutenção.

Impacto social

Presente na vegetação do Rio Grande do Norte há pelo menos um século, a faveleira tem forte relação com a sobrevivência do povo sertanejo. Essa foi a constatação de Josimar após realizar entrevistas com 57 pessoas, com faixa etária de 30 a 100 anos, residentes em diferentes comunidades nas quais a planta é bem distribuída na paisagem. O grupo apresentou utilidades da faveleira tanto para a alimentação de animais quanto humana, além de ser explorada na medicina popular e ter a madeira aproveitada para a confecção de objetos. De alto valor nutritivo, a semente é a única parte consumida por homens e mulheres, que da matéria-prima produzem a tradicional fuba, biscoitos, bolos e cocadas. Da mesma semente, ainda é possível extrair leite e óleo, potenciais fontes de renda para a população local.

Esses e outros fatores levaram à inédita classificação da faveleira como espécie-chave cultural do bioma Caatinga, pelo papel fundamental para a comunidade humana e a manutenção de sua cultura. A nova pretensão do pesquisador é comprovar que a planta também é espécie-chave ecológica, dada a importância da sua contribuição para manter o ecossistema. “Durante as secas ela permanece viva, alimenta a fauna e proporciona o crescimento de outras espécies debaixo da sua copa”, alega.

As novas descobertas e o resgate do uso da faveleira podem ter impacto significativo na realidade sertaneja, cita a secretária adjunta de Educação a Distância da UFRN, Ione Rodrigues Morais, que foi professora de Josimar Medeiros na época da graduação no campus de Caicó. Entusiasta da pesquisa, a docente estimulou o aluno a transformar as percepções sobre o vegetal em projeto de doutorado. “A pesquisa possui grande relevância por levar em conta os elementos da realidade do semiárido e tratar de uma espécie da própria Caatinga”, frisa Ione.

A proposta foi abraçada pelo professor Magdi Ahmed Ibrahim Aloufa, orientador de Josimar, com quem já publicou quatro artigos provenientes da pesquisa de doutorado. Para o professor, as diversas utilidades práticas encontradas para a faveleira atendem à proposta de aplicabilidade dos estudos desenvolvidos no Prodema, programa concebido em formato de associação entre sete universidades nordestinas. “Trabalho científico não serve apenas para engavetar, e sim para ser aplicado”, defende Magdi, que considera essencial o surgimento de novas pesquisas acadêmicas sobre a faveleira.

Crédito da foto: Divulgação/Sinte/RN

Ocorreu na tarde desta quarta-feira, 11, uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte) e o Governo do Estado para tentar pôr fim a greve na rede estadual de ensino. As informações são da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Segundo o órgão, das cinco propostas apresentadas pelo Executivo estadual, os representantes do sindicato aceitaram a últimas delas, que prevê reajuste de 6,81%, sendo uma parcela único para os ativos, em abril; e para os inativos, seis parcelas, de abril a setembro, sendo a última de 1,81%.

Porém, para isso, o Sinte/RN quer assegurado o pagamento de retroativo, referente aos meses de janeiro a março de 2018, a ser quitado parceladamente até o final deste ano.

O desembargador Glauber Rêgo sugeriu então às partes que o ajuste fosse feito nos seguintes termos: concessão de reajuste de 6,81%, em parcela única de 6,81% para ativos, em abril, e para os inativos, seis parcelas, de abril a setembro, sendo a última de 1,81% e assegurado o pagamento do retroativo (janeiro a março de 2018), a ser quitado em seis parcelas iguais, sendo a primeira em outubro de 2018 e a última em março do ano de 2019.

Ficou acertado que a entidade sindical levará a proposta do Juízo para submeter à assembleia da categoria, agendada para esta sexta-feira, 13, no Winston Churcill, às 8h.

Por parte do Estado, seus representantes se comprometeram a levar ao governador a proposta de conciliação tão logo tenha a conformação de que a proposta do Juízo foi aceita pela categoria. Com isso, dada a possibilidade de solução consensual, o relator decidiu pela suspensão do processo pelo prazo de cinco dias, com a respectiva resposta das partes.

Categoria não aceitou proposta e entrou em greve

Os professores da rede estadual de ensino entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada no último dia 22 de março em assembleia geral realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (SINTE-RN), no pátio da escola Winston Churchill, em Natal.

A categoria reclama a implantação do reajuste do piso nacional de salário do magistério, de 6,81%, e que deveria valer a partir do dia 1º de janeiro deste ano. A pauta de reivindicação contém outros 50 itens sobre melhores condições de trabalho.

O Governo do Estado, via Secretaria de Educação, tentou impedir a paralisação, chegando a apresentar quatro propostas, com parcelamento do reajuste salarial, mas não foram satisfatórias, segundo avaliação da categoria.

A primeira proposta apresentada pelo governo oferecia o reajuste dividido em cinco parcelas, que seriam pagas entre julho e novembro deste ano.

Em seguida, o governo sugeriu pagar o reajuste parcelado entre abril e setembro para ativos e inativos. A terceira oferta foi pagar 3% em junho e 3,81% em setembro para ativos e inativos. E última proposta, também recusada, foi o pagamento de 3% em junho para ativos e inativos. No mês seguinte sairia o pagamento de 3,8% para os servidores da ativa e o mesmo percentual sairia em setembro para os inativos.

A última proposta prevê pagamento integral para os professores na ativa em abril e parcelado em cinco vezes para os inativos, com pagamentos entre abril e setembro.

ASCOM – Reitoria/UFRN – Fotos Wallacy Medeiros
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através da Secretaria de Educação à Distância (Sedis), firmou convênio na tarde desta terça-feira, 10, com o Ministério Público do Estado do RN e com a Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), para a oferta de oito cursos de extensão através de um ambiente virtual, nos próximos três anos.
As capacitações serão voltadas para os servidores do MPRN, momentos nos quais serão abordados temas afins à área jurídica. Marcus Aurélio de Freitas Barros, promotor do Ministério Público e professor da UFRN, afirmou que a iniciativa é um salto histórico para o setor de gestão de pessoas. “As capacitações com conteúdos à luz da vivência das situações do Ministério, com carga horária de 60 horas, serão mais amplas e profundas, com uma solidez maior, que atravessa até um projeto interno que temos aqui chamado Formar MP”, colocou.
Na mesma perspectiva, a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, destacou que a ação coincide com a missão da Universidade de promover o desenvolvimento humano e socioeconômico, não apenas no âmbito da Instituição. “A UFRN tem um conjunto de competências disponíveis para as instituições. E, para nós, essa ação que agora estamos viabilizando é muito importante, pois é um canal freqüente para que o conhecimento produzido aqui possa chegar a cada cidadão do Estado em forma de benefício”.
A assinatura do contrato aconteceu na sede do Ministério Público e contou também com a presença do procurador geral de justiça, Eudo Leite, da secretária de Educação à Distância da UFRN, Carmen Rego, e do vice-diretor da FUNPEC, Gumercindo Fernandes.

Crédito: Lorena Gurgel
Esporte, cultura, saúde e lazer. Em comemoração ao Dia do Trabalhador, o Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN), instituição do Sistema Fecomércio, está com uma programação repleta de atividades que iniciarão dia 29 de abril e irão até 20 de maio em sete unidades Sesc em Natal, Caicó, Mossoró, São Paulo do Potengi e Nova Cruz. Entre as atividades, estarão oficinas, apresentações culturais, Circuito Sesc de Corrida, sessões de cinema, shows musicais e serviços de saúde.

A programação em alusão ao Dia do Trabalhador começa no dia 29 de abril com um dia inteiro de atividades nas unidades Ponta Negra e Zona Norte em Natal, Caicó e Mossoró. Yoga, massagem relaxante, exposições, torneios e oficinas estarão disponíveis gratuitamente. Neste mesmo dia, nas unidades de Ponta Negra e da Zona Norte, em Natal, ocorrerá programação cultural com contação de histórias, show de mágica, apresentação do Circo Grock e dos músicos Luizinho Nobre e Thiago Oasys.

Além do Circuito Sesc de Corridas, o 1º de maio contará com acupuntura, aula de yoga, orientações em saúde do trabalhador, oficina de letrismo, contação de histórias, Cine Sesc e muito mais no Sesc Cidade Alta, em Natal. O cantor Luizinho Nobre e o Circo Grock também se apresentarão neste mesmo dia no Terraço do Relógio e na área verde da unidade.

No Sesc Ler Nova Cruz, a programação para celebrar o Dia do Trabalhador acontecerá nos dias 5 e 6 de maio, e contará com aulas de dança, caminhada, corrida infantil e contação de histórias. Estas mesmas atividades também estarão disponíveis no Sesc Ler São Paulo do Potengi nos dias 19 e 20.

Circuito Sesc de Corridas

Em 2018, o Sesc unificou, a nível nacional, as corridas de rua em um projeto: o Circuito Sesc de Corridas. São mais de 104 provas que acontecerão em todo o país. No Rio Grande do Norte, ela vai acontecer no dia 1º de maio em comemoração ao Dia do Trabalhador. Os percursos serão de 5 e 10 km para adultos e de 100 metros para as crianças (recreativa). O evento contará com assistência médica e segurança, postos de hidratação, além de espaço kids para crianças e atrações musicais. As inscrições podem ser feitas até dia 20 de abril por meio do site do Sesc RN, o www.sescrn.com.br.

Marina Gadelha – ASCOM – Reitoria/UFRN

O Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (Nuplam) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) produzirá quatro novos medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) assinadas com o Ministério da Saúde na última terça-feira, 27, em Brasília, durante a 15ª reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (Gecis).

Dessa forma, o Nuplam passará a produzir os imunossupressores Everolimo e Fingolimode, em parceria com a empresa EMS, e o medicamento Truvada, em parceria com a empresa norteamericana Gilead, para uso na prevenção da Aids. Além desses, será fornecida a substância Teriflunomida, usada no tratamento de esclerose múltipla, em parceria com a Natco Pharma e Nortec Química.

Além do Nuplam, outros laboratórios públicos e privados assinaram termos de compromisso, em um total de 33 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Os acordos cobrem a produção de 11 medicamentos sintéticos e cinco biológicos para o tratamento de doenças como hepatite C, câncer, artrite reumatóide, HIV e imunossupressores pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os novos produtos serão negociados com preço até 70% menor que a última aquisição do Ministério da Saúde.

Crédito: ASCOM-Reitoria/UFRN – Foto: Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebeu a visita do embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, na tarde desta segunda-feira, 26, na sala de Reuniões da Reitoria. O encontro teve o objetivo de estreitar parcerias científicas. Reafirmando a missão da Universidade de transformar conhecimento em bens sociais, a reitora Ângela Maria Paiva Cruz lembrou que a UFRN já possui parceria com pesquisadores de Israel e um convênio com a Universidade Ben-Gurion.

Em seguida, a Secretaria de Relações Internacionais e Interinstitucionais (SRI-UFRN) apresentou um panorama atual da instituição de ensino, que hoje possui cerca de 45 mil alunos em mais de 300 cursos de graduação, pós-graduação e técnicos, sendo responsável  por 90% da produção científica do estado.

Visitando pela primeira vez a UFRN, o embaixador Yossi Shelley falou sobre a importância das parcerias entre os pesquisadores e que considera a educação como a melhor arma para fazer a defesa de um povo e de um estado.

Além da reitora e do embaixador, o encontro contou com as participações dos secretários de Relações Internacionais e Interinstitucionais, Márcio Venício Barbosa e Renata Archanjo, e da professora do curso de Fisiologia da UFRN, Ana Carolina Luchiari, cuja produção possui estreita ligação e contribuição de pesquisadores israelenses.

Crédito: ASCOM-Reitoria/UFRN

O conceito de Segurança Alimentar e Nutricional está relacionado ao direito de acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para todos, com o intuito de promover saúde e diversidade cultural, ambiental, econômica e social. Baseada nessa concepção, a Horta Comunitária Nutrir da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi criada e, recentemente, indicada como uma experiência exitosa pelo Fórum Global de Segurança Alimentar e Nutricional da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com o tema central “Jardins comunitários para a democracia alimentar”, o projeto foi selecionado em uma chamada pública no Fórum da ONU, será compilado pelo comitê responsável e publicado em outubro deste ano em Roma (Itália), na 45ª sessão do Committee on World Food Security. Na opinião da coordenadora do projeto e professora do Departamento de Nutrição (DENUT), Michelle Jacob, a indicação mostra “que estamos caminhando na perspectiva de promover alimentação como direito humano e que estamos fazendo e pensando nutrição como projeto político”.

Além do DENUT, os Departamentos de Botânica e Zoologia (DBEZ) e Ecologia (DECOL), a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) e o Núcleo de Educação da Infância (NEI) fazem parte do projeto de extensão, ensino e pesquisa, com a proposta de abordar a temática da democracia alimentar ao produzir e compartilhar informação sobre a biodiversidade brasileira e conhecimentos tradicionais relacionados à diversidade vegetal. Nessa perspectiva, no ano de 2017 foram realizadas 15 atividades de formação, como cursos e eventos de extensão, envolvendo 630 pessoas.

“Buscamos desenvolver estratégias que auxiliem na promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Um dos produtos que desenvolvemos foi criado coletivamente, com apoio da metodologia crowdsourcing (colaboração coletiva), com informações sobre feiras orgânicas, da agricultura familiar e agroecológicas em Natal”, explicou Michelle Jacob. Ela acrescentou que a ferramenta de tecnologia utilizada para mapear as informações foi o LabGov.

Nutrir

A Horta está localizada no DENUT, com 10 m2, e foi concebida como projeto de melhoria da qualidade de ensino de graduação e, em seguida, tornou-se um projeto comunitário. Hoje, os principais objetivos são promover saúde, produzir alimentos bons, limpos e justos; ser uma horta viva e representativa da sociobiodiversidade brasileira; ter acessibilidade para ser inclusiva; criar espaço para convivência das pessoas; respeitar a diversidade e integralidade do ecossistema local, entre outras proposições.

A atividade faz parte de sete disciplinas de caráter permanente, com a participação de alunos, professores e a comunidade externa, sendo cerca de 200 pessoas envolvidas e uma média de 20 pessoas por mutirão. A iniciativa conta com aproximadamente 90 espécies de diversas variedades cultivadas, como milho, manjericão e amaranto, por exemplo. “O nosso foco é trabalhar com a biodiversidade. Importante mencionar que nove dessas espécies são oficialmente reconhecidas como espécies nativas da sociobiodiversidade brasileira”, explica Michelle Jacob.

Um dos focos do trabalho são as plantas alimentícias não convencionais (PANC), que são definidas como plantas que possuem uma ou mais categorias de uso alimentício, mesmo que não sejam comuns para a maioria da população da região. As PANCs são estudadas e cultivadas na Nutrir com o objetivo de colaborar com a construção e promoção de sistemas e dietas mais sustentáveis. “São uma opção alimentar acessível, de elevado valor nutricional, protetoras da sociobiodiversidade local e da soberania alimentar”, esclarece a docente.

Os alimentos colhidos são utilizados nas aulas práticas do curso de Nutrição ou, após o processamento dos alimentos em forma de compotas, confits ou geleias, são consumidos no mutirão pela equipe da comunidade. E, durante este semestre letivo há o planejamento de dar início ao uso dos resíduos produzidos nesses laboratórios para produzir compostos. Para conhecer melhor o projeto, acesse o site: www.nutrir.com.vc


Frutos da Horta
O projeto começa a dar frutos fora dos muros da Universidade. Um exemplo é a experiência da Escola Estadual Monsenhor Alfredo Pegado, localizada no bairro de Mãe Luiza, na zona Leste de Natal. O diretor do colégio, Leonardo Miranda, contou que ficou sabendo da Nutrir por meio de um colega e surgiu a ideia de fazer uma horta na escola. “Um dos projetos da gente era fazer uma horta escolar, até para integrar com os conteúdos escolares e poder dar um suporte à merenda”, planeja. Com a horta em fase de construção, a intenção é fazer ainda uma parceria para ofertar capacitação aos profissionais responsáveis pela merenda e, posteriormente, com os pais dos alunos sobre a importância da boa alimentação.

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