Reunião com Secretariado fot Ivanizio Ramos 1

O governador Robinson Faria reuniu todo o secretariado na tarde desta segunda-feira (23) para discutir questões institucionais, como a situação fiscal do Estado e as responsabilidades de cada pasta na economia de recursos. O encontro aconteceu no auditório da governadoria, no Centro Administrativo.

Robinson Faria cobrou dos secretários novo ajuste nas despesas das secretarias, com reduções em todas as áreas. “A população cobra e espera isso de nós. Estamos economizando, mas temos que cortar ainda mais”, ressaltou.

“Os recursos para investimentos importantes lá na frente podem sair do esforço de cada um de nós agora, seja através da redução da conta de telefone, de energia ou em diárias. É preciso cada um fazer a sua parte”, destacou o governador.

Durante a reunião, alguns secretários fizeram explanações dentro do encontro. A secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, expôs dados do trabalho no controle dos gastos.

A secretária de Comunicação Social, Juliska Azevedo, tratou de estratégias de comunicação e o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, apresentou uma análise sobre a situação financeira do Estado.

Nilton Medeiros - foto divulgação

O procurador-geral do Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, Luciano Silva Costa Ramos, no exercício de suas atribuições e com objetivo de dar plena eficácia aos comandos normativos contidos no artigo 118 da lei complementar 464/2012, decidiu executar o ressarcimento de débito ao erário a ser cobrado do ex-prefeito de Ouro Branco, Nilton Medeiros, no valor de R$ 88.963,41 mil.

Além de provocar mais um processo de Improbidade Administrativa, o não pagamento da multa incluirá na Dívida Ativa, não podendo contratar com o poder público municipal. O processo teve origem em 2009, mas só este ano a cobrança foi executada pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Norte.

starnet

Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram nesta manhã os trabalhos da 30ª fase da Operação Lava Jato.

A Operação Vício tem a participação de cerca de 50 policiais federais e dez servidores da Receita, que cumprem 28 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e nove de condução coercitiva nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

As investigações estão relacionadas ao esquema de corrupção e lavagem de ativos decorrentes de contratos firmados com a Petrobras. “Trata-se da apreciação de vários contratos e correspondentes repasses de valores não devidos entre empresas contratantes da Petrobras, funcionários da estatal e agentes públicos e políticos”, diz nota divulgada pela PF.

Três grupos de empresas são investigados por terem se utilizado de operadores e de contratos fictícios de prestação de serviços para repassar, principalmente, à Diretoria de Serviços e Engenharia e Diretoria de Abastecimento da estatal.

Aos investigados estão sendo atribuídos, entre outros, crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de ativos.

O nome da operação está relacionado à “sistemática, repetida e aparentemente dependente prática de corrupção por determinados funcionários da estatal e agentes políticos que aparentam não atuar de outra forma senão por meio de atos lesivos ao Estado. O termo ainda remete à ideia de que setores do Estado precisam passar por um processo de desintoxicação do modo corrupto de contratar, presente não ação de seus representantes”, acrescenta a nota.

Em outro procedimento, estão sendo cumpridos mandados que buscam a apuração de pagamentos indevidos a um executivo da área internacional da Petrobras em contratos firmados para aquisição de navios-sondas.

Os presos e o material apreendido devem ser levados ainda hoje para a PF em Curitiba.

Agência Brasil

Sertão Seridó

Rebelião na Casa de Privação Provisória de Liberdade Elias Alves da Silva CPPL IV, em Itaitinga, no Ceará

Catorze detentos foram mortos em rebeliões nas unidades prisionais do Ceará desde sábado, segundo informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado. As mortes aconteceram durante conflitos entre os próprios presos, segundo a pasta. Na segunda-feira, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, atendeu a pedido do governador Camilo Santana (PT) e autorizou envio de homens da Força Nacional para combater a crise prisional no Estado. “Lamento profundamente o que vem acontecendo em nossas unidades prisionais e não medirei esforços, junto com nossas forças de segurança, para que haja a estabilidade do sistema penal o mais rápido possível”. Minha determinação é para que todas as medidas necessárias para isso sejam tomadas”, afirmou Santana. As rebeliões nas unidades começaram no último sábado, quando parentes foram impedidos de visitar os presos por causa de uma greve de agentes penitenciários que reivindicavam aumento salarial. No mesmo dia, o governo estadual cedeu e resolveu ampliar de 60% para 100% a gratificação por serviço de risco, que será feita de forma escalonada até 2018. Os agentes aceitaram, a greve acabou, mas a instabilidade nos presídios permaneceu. Dentre os detentos mortos estão homens que respondiam por latrocínio, tráfico, furto, roubo, homicídio. Seis corpos ainda aguardavam identificação por especialistas da perícia forense.

A Secretaria de Justiça informou ainda que uma operação de policiais e agentes penitenciários identificou na segunda um túnel na unidade Agente Luciano Andrade Lima, em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza. Não há confirmação oficial de fugas. Nesta unidade estava Antônio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão, um dos líderes do furto de 164 milhões de reais do Banco Central, cometido há mais de 10 anos.

Estadão

PIANO-PEÇAS-E-SERVIÇOS1

Romero-Jucá -  imagem veja.abril.com.br

O ministro Romero Jucá, do Planejamento, anunciou nesta segunda-feira (23) que vai se licenciar do ministério a partir desta terça-feira (24). Embora tenha anunciado “licença”, ele afirmou que “tecnicamente” vai pedir exoneração porque voltará a exercer o mandato de senador pelo PMDB-RR.

Jucá disse que enviará um pedido de manifestação ao Ministério Público Federal, a fim de que o órgão avalie se cometeu algum tipo de crime em relação às conversas gravadas entre ele e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

O jornal “Folha de S.Paulo” informou nesta segunda-feira que, em diálogo com Sérgio Machado, Jucá sugere um “pacto” para tentar barrar a Operação Lava Jato. Mais cedo, em entrevista coletiva, Jucá havia dito que não tinha nada a temer e não pretendia deixar o comando do ministério.

“Eu vou me licenciar, mas tecnicamente vou pedir exoneração”, declarou Jucá. Segundo ele, até que o Ministério Público apresente um parecer, ele permanecerá afastado e recomendará que, durante a “licença”, o secretário-executivo Dyogo Oliveira responda pelo Ministério do Planejamento.

No início da noite, o presidente em exercício, Michel Temer, divulgou nota na qual informa sobre o pedido de “afastamento” de Jucá “até que sejam esclarecidas as informações divulgadas pela imprensa”.

“Como há certa manipulação das informações, eu pedi ao meu advogado, doutor Kakay, que prepare um documento, e nós estamos dando entrada hoje [segunda] à tarde para que tenhamos posição do Ministério Público Federal, se há ou não irregularidade, crime, na conversa. Na medida em que colocar este documento lá no Ministério Público Federal, vou conversar com o presidente Temer e vou pedir licença do ministério enquanto o Ministério Público não se manifestar”, disse

Depois de um pronunciamento do MP, Jucá disse que aguardará decisão do presidente em exercício, Michel Temer, sobre se irá querê-lo de volta ao governo ou não. Caso Temer decida pela volta do ministro, terá de renomeá-lo.

Segundo a assessoria da Procuradoria Geral da República, o Ministério Público não presta informações sobre uma investigação em curso, mas somente sobre o andamento processual do caso. O objetivo é preservar as próprias investigações. No caso de Jucá, porém, a PGR ainda deverá analisar que tipo de informação a defesa irá pedir para depois se manifestar.

“Eu sou presidente nacional do PMDB, sou um dos construtores deste novo governo e não quero de forma nenhuma deixar que qualquer manipulação mal intencionada possa prejudicar o governo. Enquanto o Ministério Público não se manifestar, eu aguardo fora do mistério o posicionamento. Se ele se manifestar dizendo que não há crime, que é o que eu acho, caberá ao presidente Michel Temer me reconvidar. Se não, ele vai discutir o que vai fazer”, disse.

Segundo informou o Blog do Camarotti, a “licença” anunciada por Jucá foi uma saída honrosa para o ministro. De acordo com o  Blog, que menciona interlocutores do presidente em exercício, Jucá não voltará, e Temer já busca outro nome para ministro do Planejamento.

O ministro fez o anúncio depois de acompanhar o presidente em exercício Michel Temer e os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) na visita ao Senado para entregar ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a proposta que altera a meta fiscal do governo. A proposta, que necessita de aprovação do Congresso, prevê um déficit de R$ 170,5 bilhões, o que representa o maior rombo da história nas contas do governo.

A fala do ministro foi tumultuada porque deputados e outros manifestantes gritavam contra Jucá e o governo de Michel Temer no Salão Azul do Senado.

Apontando para as pessoas que gritavam contra ele, Jucá chegou a mencionar “babaquices” e “manifestações”. “Para evitar babaquices como esta e manipulações do PT, nós vamos fazer enfrentamento onde precisar fazer. Não temos medo de cara feia, nem de gritaria. Principalmente de gente atrasada, gente irresponsável, que quebrou o país. Faremos enfrentamento e vamos aguardar manifestação do MPF, porque estou consciente de que não cometi irregularidade”, afirmou.

Jucá disse que, embora tenha anunciado o afastamento, atuará pela aprovação da proposta na Comissão Mista de Orçamento, na tarde desta segunda-feira, e no plenário do Congresso, nesta terça, já na condição de senador. “Vou ajudar a aprovar meta hoje na comissão e amanhã no plenário”, declarou.  “A ideia é que amanhã a gente possa aprovar o primeiro movimento da nova equipe econômica, que é dar realidade às contas públicas”, afirmou Jucá.

Renan Calheiros
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse, após o encontro com Temer e os ministros, que antecipou para a manhã desta terça a sessão do Congresso que votará o projeto de alteração da meta fiscal, que estava marcada para a tarde. “O presidente pediu para nós agilizarmos a apreciação”, afirmou.

Renan Calheiros afirmou que tratará o governo Temer “da mesma forma” como tratou o governo da presidente afastada Dilma Rousseff. “Há uma exigência nacional em relação a essa matéria”, declarou.

O peemedebista disse que fará “o possível” para que o Congresso aprove a redução da meta porque o que está “em jogo”, afirmou, não é o governo Temer, mas, sim “o interesse nacional”.

Questionado, então, sobre se acha que a aprovação da revisão da meta ocorrerá “sem dificuldades”, respondeu que sim.

“Eu quero aprovar [a revisão da meta fiscal sem dificuldades] porque a ninguém interessa que este governo entre na ilegalidade. Se nós não reduzirmos a meta, vamos repetir o que aconteceu com o governo anterior”, declarou Renan.

Laís Alegretti e Filipe MatosoDo G1, em Brasília

divulgaçao

vacina-contra-h1n1 - IMAGEM www.paisefilhos.com.br

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap RN) divulgou os números da campanha de vacinação contra a influenza: 71,74% de cobertura nos grupos prioritários. Atingiram a meta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) 69 municípios potiguares, o que corresponde a 41,32% de homogeneidade. A vacinação será prorrogada no Estado até o dia 3 de junho, quando será encerrada a estratégia da campanha.

De acordo com Zaira Santiago, responsável técnica pelo Programa Estadual de Imunização da Sesap, os números podem ser superiores aos que foram apresentados, pois a todo o momento os municípios estão inseridos novos dados no sistema. A campanha foi iniciada no dia 25 de abril e no “Dia D”, (30 de abril) o RN chegou a ocupar o 2º lugar entre os estados do Nordeste com maior vacinação.

A meta estipulada para o Estado é vacinar 776.019 mil pessoas. “Outros estados da federação também estão prorrogando. Acredito que até o final da semana já tenhamos atingido a meta, pois a dificuldade para muitos municípios é a inserção de dados”, afirmou a técnica.

A Sesap já fez a distribuição de 100% das doses de vacina e a recomendação aos municípios é que, após alcançadas as metas, as doses de vacina ainda disponíveis sejam mantidas nas unidades de saúde para atender as pessoas que passarem a integrar os grupos prioritários, como crianças que completarem 6 meses de idade, idosos, grávidas e puérperas (mulheres com 45 dias pós parto).

DSC01590 (1)

Foi durante a entrevista que Vilton Cunha e João Gustavo concederam no começo da tarde desta segunda-feira (23), ao TV Cidade, apresentado pelo jornalista Ismael Medeiros no canal 4 da Sidy’s, quando fizeram um balanço da gestão municipal.

Finanças

O prefeito elencou as dificuldades das finanças municipais, com a recessão, e o agravamento pela estiagem, “que felizmente deu uma trégua, com o nosso açude Dourado recebendo bom volume de água”.

Educação

O Vice-prefeito João Gustavo Guimarães fez referência a impossibilidade do Município em cumprir com o Piso dos Educadores, por causa da estagnação da receita, salientando que o Prefeito tem mantido diálogo com os professores.  “Ano passado o Fundeb chegou aos R$ 16 milhões, mas a previsão para este ano seja de R$ 14 milhões 700 mil”, lamentou Vilton Cunha.

Saúde

Prefeito e vice falaram de algumas dificuldades, como falta de médicos, 

agravada pela volta de dois do “Mais Médicos” a Cuba e os entraves com relação a contratação de médicos, pelo Município, até por falta de profissionais. Mas fizeram referência a ampliação de 8 para 17 equipes da Estratégia Saúde da Família,  o processo de  federalização do Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, como altamente positiva, e ainda,  o bom êxito da implantação do Pronto Atendimento Municipal.

Obras

Vilton explicou que as obras paralisadas, geralmente se devem ao fato de as empresas vencedoras das licitações, alegarem que os recursos previstos não seriam suficientes e algumas questões burocráticas, que às vezes surgem. Mas destacou as obras do Teatro Municipal, da Creche Tipo B, no Bairro Dr. José Bezerra e da Creche Modelo Tipo C, no Bairro Paizinho Maria. Ainda destacou a meta de ampliação do Abatedouro Municipal, como também, para breve, a revitalização da Feira Livre de Currais Novos e as obras de pavimentação em vários bairros da cidade.

Apesar das dificuldades, o Prefeito Vilton Cunha e o Vice João Gustavo demonstraram otimismo com relação à liberação de recursos, provenientes de emendas parlamentares, para investimentos pela Prefeitura.

divulgaçao

bnt capacitação

O Rio Grande do Norte foi destaque mais uma vez durante uma importante feira de turismo do Brasil. A 22ª edição da BNT Mercosul aconteceu em Balneário Camboriú, no complexo de Beto Carrero World, em Santa Catarina. Durante o fim de semana, centenas de operadores e agências de viagem estiveram presentes para fazerem negócios. E o turismo do Estado potiguar estava lá para atender essa demanda, representado pela Empresa Potiguar de Promoção Turística, com recursos do RN Sustentável.

O estande montado pelo Rio Grande do Norte foi dos mais visitados. Quitutes, cachaças artesanais, distribuição de brindes e folheteria com os potenciais dos cinco pólos turísticos do Estado foram feitos durante dos dois dias do evento (20 e 21 de maio). Além disso, a gerente de Promoção Internacional da Emprotur, Nayara Santana, proferiu palestra para capacitação de dezenas de operadores nacionais e internacionais presentes à BNT, também com foco na interiorização do turismo potiguar.

“O formato da BNT facilita bastante a oportunidade de negócio com operadores e agências. E mais uma vez estivemos presentes para estabelecer esse contato e firmarmos nossos destinos. O mercado nacional e dos países latinos tem se mostrado convidativo aos nossos atrativos e precisamos explorar esse mercado”, comentou o secretário estadual de Turismo, Ruy Gaspar. Além de Nayara Santana, também representou o Estado a gerente de Promoção Nacional da Emprotur, Ana Rita Salgado.

luis_roberto_barroso_0

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso disse hoje (23) que não há possibilidade de um indivíduo influenciar decisões da Corte. Barroso fez o comentário ao responder uma pergunta sobre reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada hoje em que gravações mostram que o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um pacto, que incluiria o Supremo, para impedir o avanço da Operação Lava Jato.

“As instituições despertaram e passaram a funcionar melhor, de modo que é impensável nos dias de hoje supor que alguém tenha individualmente a capacidade de paralisar as instituições ou pensar que qualquer pessoa tenha acesso a um ministro do Supremo para parar determinado julgo”, disse Barroso em seminário promovido pela revista Veja.

Clinica dr jodinaldo lucena

Juiz federal Sérgio Moro em evento promovido pela revista Veja

 

Operação Lava Jato na primeira instância em Curitiba, afirmou nesta segunda-feira, durante o Fórum VEJA, que o governo precisa tomar um posicionamento mais assertivo no combate à corrupção, sugerindo propostas que endureçam as penas por crimes do gênero e destravem os processos no Judiciário.

“É necessário que o governo tenha uma postura mais propositiva. Dizer que não vai interferir é obrigação. Existem iniciativas que dependem do governo, inclusive leis que podem ser aprovadas com o seu incentivo”, afirmou.

O juiz afirmou ver como insuficiente as reiteradas declarações do governo de que não vai interferir na Justiça. “Muitas vezes eu ouvia no governo anterior que ele não interferiria na Justiça. Mas é claro”, afirmou. Moro citou a campanha do Ministério Público Federal, das dez medidas contra a corrupção, como um exemplo de “iniciativa mais propositiva”. Entre elas, estão a reforma no sistema de prescrição penal, criação de varas especializadas em julgar ações de improbidade e a responsabilização objetiva de partidos por crimes de corrupção, caixa dois e lavagem de dinheiro.

“A atitude mais firme do Judiciário, esse repúdio consensual contra as práticas de corrupção, é preciso que se institucionalize, que se transforme em costumes mais duradouros para que resolvamos os problemas atuais e consigamos diminui-lo no futuro”, disse Moro. “A corrupção sistêmica tem um custo enorme para o país”, completou.

O juiz federal também disse que é um “equívoco” pensar a corrupção em termos político partidários. Segundo ele, as decisões de um magistrado só devem ser fundamentadas nos fatos e nas provas, “seja qual for a cor partidária”. O ministro do STF Luis Roberto Barroso, que também participava da mesa de debates, reforçou o argumento dizendo que não existe a corrupção “dos nossos e dos deles”. “A corrupção é um mal em si que não pode ser politizado”, disse o ministro do STF.

Lado a lado durante o debate, Barroso afirmou que Moro e o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, relator do mensalão na corte, não seriam considerados “heróis nacionais” se “punir corruptos fosse regra” no Brasil. Moro, por sua vez, aproveitou a ocasião para elogiar a atuação do STF, dizendo que a corte tem “mérito” pelo trabalho realizado até agora.

Além de cobrar uma postura mais ativa do governo, Moro também disse que a iniciativa privada tem um papel fundamental na luta contra a corrupção. “Muito pode ser feito pelas instituições privadas, como dizer não à propina”, disse ele, lembrando do quanto as empresas são lesadas quando veem seus nomes envolvidos em escândalos. Segundo ele, é preciso que a população passe a ver que crimes do colarinho branco não ficarão mais impunes. “Quando os casos são revelados e a Justiça não dá uma resposta satisfatória, ela contribui para que se sintam à vontade para realizar essas práticas. As pessoas se comportam como as outras no mesmo ambiente, e a corrupção passa a ser normal”, considerou.

No debate, Moro também respondeu a perguntas feitas pela plateia. Uma das questões mais pedidas foi sobre “quando o ex-presidente Lula seria preso na Lava Jato”. Ele, obviamente, esquivou-se da pergunta, dizendo que um juiz não deve se pautar pela opinião pública, apesar de ela ser importante para blindar as investigações de interferências externas.

Fonte: VEJA

ARTE KALANGO

Generated by IJG JPEG Library

Uma das profissões mais polivalentes do mundo é a do apicultor, senão, vejamos: numa assembleia de apicultores certamente encontraremos, independentemente do sexo, professores, religiosos, militares, engenheiros, veterinários, biólogos, médicos, dentistas, filósofos, estudantes, comerciantes, industriais, artistas, economistas, cientistas, neófitos, etc. – a lista estende-se -, além dos puramente apicultores e meliponicultores. Todos certamente seduzidos pelas belezas da natureza e apaixonados pelo meio ambiente, daí a razão de serem apicultores e meliponicultores: todos arrebatados de admiração e amor pelas abelhas.

Quanto aos interesses e objetivos de cada um, podemos dizer que são tão diversos quanto surpreendentes. Para além do encantamento de criar abelhas, vivenciado por todos, há aqueles que promovem e vivem do comércio dos extraordinários produtos das abelhas (mel, cera, geleia real, própolis, veneno, rainhas, enxames), há também quem as estuda e publica conhecimentos sobre sua biologia, comportamento, etc., há ainda quem se dedica a usar as colmeias como material didático ímpar na sensibilização e aproximação do ser humano de sua própria natureza, mobilizando as pessoas para o bem comum, observando as abelhas como modelo ou exemplo de organização social bem sucedida; e entre muitos outros amantes e criadores das abelhas, há aqueles que simplesmente se dedicam ao cuidado das abelhas como um passatempo, forma de relaxamento, desestresse ou possibilidade de reconexão com a mãe natureza.

LIONEL SEGUI GONÇALVES E KÁTIA GRAMACHO

starnet

Alunos PIP Cruzeta

As iniciativas inovadoras proporcionadas pelo Projeto de Inovações Pedagógicas (PIP) da Secretaria da Educação e da Cultura do Estado (SEEC) já proporcionam resultados positivos nas escolas beneficiadas. Os recursos na ordem de R$ 1.794.678,45 destinados aos seus Caixas escolares e são provenientes do RN Sustentável.

Na Escola Estadual Joaquim José de Medeiros, em Cruzeta, os recursos foram utilizados para aquisição de equipamentos tecnológicos como Datashow, computadores, ar condicionados e caixas de som. Somada a essas conquistas materiais, a escola vive uma nova realidade.

“Esses recursos tecnológicos deixaram de servir apenas para preencher horários vagos, por exemplo, e se tornaram uma ferramenta utilizada em praticamente todas as aulas, se tornando um instrumento de aprendizado”, comenta a diretora da Instituição, Telma Maria Santos.

Além disso, os alunos estão sentindo uma maior aproximação com os professores e com a escola. “Estamos ganhando gosto de vir mais vezes à escola”, destaca o aluno Brenno Itálo, de 16 anos. “O PIP possibilitou que a gente saísse da rotina sempre dialogando com os professores na hora de montar os projetos”, disse o aluno João Eudes, de 16 anos.

Sertão Seridó

ezequiel - foto João Gilobetto

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), apresentou Projeto de Lei norteando às pessoas jurídicas que prestarem serviço de televisão (TV) por assinatura no Estado do Rio Grande do Norte, no desempenho de sua atividade, a prática de preceitos claros e objetivos no trato com o consumidor.

“Os índices de reclamações crescem na mesma proporção da oferta dos serviços e, muitas vezes, o consumidor se vê em situação extremamente vulnerável no confronto com as operadoras do serviço. O projeto tem o intuito de proteger o usuário dos serviços de práticas nocivas ao direito do consumidor, tais como o pagamento de multa pela quebra do contrato antes do prazo e a cobrança do ponto extra instalado no mesmo endereço”, explica Ezequiel Ferreira.

Pela proposta, fica proibida a utilização de estratégias de marketing por parte da prestadora de serviço de Televisão (TV) por Assinatura, tendentes à fidelização do consumidor que estabeleçam qualquer penalidade no caso dele promover extinção contratual; o ponto extra ou adicional de acesso à programação contratada deve ser disponibilizado ao consumidor sem a cobrança de nenhum valor adicional para a fruição do mencionado serviço e fica vedado à prestadora de serviço de TV por assinatura praticar preços predatórios no tocante aos serviços individualmente considerados a fim de induzir o consumidor à aquisição combinada dos serviços para a obtenção de suposto desconto.

O Projeto de Lei também pretende estabelecer que a empresa prestadora do serviço abata, na mensalidade do mês subsequente, o valor proporcional ao período de tempo em que o usuário esteve sem a disponibilidade do serviço. Após aprovado, cabe ao Poder Executivo regulamentar a Lei.

PIANO-PEÇAS-E-SERVIÇOS1

O atual ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMBD-RR), sugeriu em conversas com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma ‘mudança’ no governo resultaria em um pacto para ‘estancar a sangria’ atribuída à Operação Lava Jato.

As informações foram publicadas na edição desta segunda-feira, 23, do jornal Folha de S. Paulo. As conversas foram gravadas de forma oculta e somam aproximadamente 1h15min. Elas estão sob poder da Procuradoria-Geral da República, segundo a publicação.

Os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS DIVULGADOS PELA “FOLHA DE S. PAULO”

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ – Sim.

MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ – Eu acho que…

MACHADO – Tem que ter um impeachment.

JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO – E quem segurar, segura.

JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO – Odebrecht vai fazer.

JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[…]

JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[…]

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

[…]

MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[…]

MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…

MACHADO – [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO – Porque se a gente não tiver saída… Porque não tem muito tempo.

JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.

MACHADO – É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ – Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? […] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO – Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ – Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é… Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO – Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…

JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…

JUCÁ – É, a gente viveu tudo.

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…

MACHADO –…E burro […] Tem que ter uma paz, um…

JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.

[…]

MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

divulgaçao

A 29ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira, 23, em dois estados e mais o Distrito Federal. A ação batizada de Repescagem está cumprindo mandados em Brasília, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Um dos alvos é um ex-tesoureiro do PP e ex-assessor do deputado José Janene, que morreu em 2010. Segundo a PF, ele foi condenado no escândalo do mensalão por ter sacado R$ 1,1 milhão das empresas do publicitário Marcos Valério.

A PF informou que Genu foi assessor do ex-deputado federal José Janene e tesoureiro do Partido Progressista (PP). Ele foi investigado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão do PT. Na Operação Lava Jato, Genu é suspeito de distribuir dinheiro oriundo do esquema de corrupção que atuou na Petrobras a políticos do PP. Em julho de 2015, a força-tarefa da Operação Lava Jato já havia cumprido mandado de busca e apreensão na casa do ex-assessor.

Ainda segundo a PF, foram encontrados elementos probatórios que apontam a participação do investigado também com o esquema de corrupção na Petrobras. As investigações apontam que ele continuou recebendo repasses mensais de propinas, mesmo durante o julgamento do mensalão e após ter sido condenado, repasses que ocorreram pelo menos até o ano de 2013.

Nesta etapa são investigados os crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa envolvendo verbas desviadas no esquema criminoso na estatal.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e dois de prisão temporária.

Clinica dr jodinaldo lucena

Bené acusa seu amigo Fernando Pimentel de corrupto e de ter recebido propina - Jailton de Carvalho - O Globo

A situação do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), delicada desde que ele foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pode se complicar ainda mais com os novos desdobramentos da Operação Acrônimo, da Polícia Federal. Depois de uma arrastada negociação, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, amigo e suposto operador do governador, fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e acusou Pimentel de receber propina de empresas beneficiadas com financiamentos do BNDES.
Num dos depoimentos da delação, Bené afirmou que só da Caoa, representante da Hyundai no Brasil, Pimentel teria sido destinatário de mais de R$ 10 milhões, segundo disse ao GLOBO uma fonte que conhece o caso de perto. Em linhas gerais, o empresário confirmou o conteúdo da denúncia formulada pela vice-procuradora-geral da República Ela Wiecko contra Pimentel, Bené e os dois principais executivos da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade e Antônio dos Santos Maciel Neto, entre outros, no último dia 6, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Bené ainda apontou irregularidades em negócios financiados pelo BNDES na Argentina e em Moçambique e que teria Pimentel entre os possíveis beneficiários. Na denúncia apresentada ao STJ a partir de um relatório da PF, Ela Wiecko acusa Pimentel de receber R$ 2 milhões em propina de Andrade e Maciel. O dinheiro teria chegado ao governador depois de passar pela Bridge e a Bro, duas empresas de Bené. A transação teria sido camuflada num contrato fictício de consultoria firmado entre Bené e os executivos da Caoa.
Na denúncia, Ela Wiecko sustenta que, no mesmo período do pagamento da suposta propina, a Caoa recebeu cerca de R$ 600 milhões em benefícios fiscais do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar), do Ministério do Desenvolvimento. As vantagens tributárias estavam vinculadas a uma planta industrial da Caoa em Anápolis, Goiás. Confrontado com as acusações, Bené confirmou o conteúdo da denúncia e acrescentou novos detalhes.
Pelas contas do empresário, os desembolsos da Caoa em troca de benefícios fiscais foram superiores a R$ 10 milhões. Investigadores querem saber o destino do dinheiro. Bené também confirmou a acusação da vice-procuradora de que a consultoria que ele teria fornecido à Caoa era “fajuta”. As declarações de Bené podem deixar em apuros Andrade e Maciel. Quando o caso veio à tona, a defesa dos dois alegou que a consultoria era real e que até teria sido usada na Inglaterra.

BENÉ ATUOU NA CAMPANHA

As acusações de Bené são consideradas consistentes por investigadores. O empresário e o governador são amigos de longa data. Bené atuou na campanha de Pimentel ao governo de Minas em 2014 mesmo tendo sido um dos pivôs da crise que quase leva à derrota a presidente afastada Dilma Rousseff na campanha de 2010. O governador ignorou a ficha do empresário, pontuada por denúncias de desvio de dinheiro na Esplanada dos Ministério, e o manteve como um dos colaborares de sua última campanha.
As revelações do operador devem aumentar a pressão sobre Pimentel. Caberá ao ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no STJ, decidir se acolhe ou não a denúncia. No entendimento de setores do Ministério Público Federal, o relator pode acolher a denúncia por conta própria. Para o advogado Eugênio Pacelli, responsável pela defesa do governador, antes de deliberar sobre a denúncia, Benjamin precisa de autorização prévia da Assembleia Legislativa de Minas.
Pacelli sustenta que jurisprudência sobre o assunto foi firmada a partir do habeas corpus 80.511, relatado pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, em favor do ex-governador de Minas Itamar Franco, já morto. Também ameaçado de afastamento, Itamar recorreu ao STF e se manteve no cargo. Pacelli entrou com um agravo de instrumento para que Benjamin nem mesmo notifique Pimentel sobre a denúncia antes de consulta à Assembleia. Com ponto de vista diferente sobre o assunto, o ministro teria expedido a intimação na sexta-feira.
Pacelli disse que desconhece a delação de Bené e nega que o governador tenha recebido dinheiro de empresas ou cometido qualquer irregularidade no período em que foi ministro do Desenvolvimento. Segundo ele, os benefícios concedidos à Caoa estão previstos em lei e a empresa não teria nenhum motivo para pagar propina. Ele argumenta que outras empresas, que preenchiam os requisitos legais, também receberam benefícios similares.
— Se ele (Benedito) falou isso (sobre pagamento de propina) falou o que o Ministério Público mandou ele falar. Não houve propina — afirmou.
O advogado criticou os métodos usados pelo MP para obter delação. Para ele, pessoas presas são capazes de dizer qualquer coisa para recuperarem a liberdade. O advogado José Roberto Batochio, responsável pela defesa de Andrade e Maciel, também criticou a delação. Para ele, delações viraram moeda de troca. O advogado negou que os executivos da Caoa tenham oferecido vantagens para Bené ou para Pimentel. Ele sustenta que Bené prestou consultoria à montadora.
— A consultoria era verdadeira. Não foi ninguém que a levou para os autos senão a própria Polícia Federal — disse.
 Fonte: extra.globo.com

ARTE KALANGO

O governador Robinson Faria o lançamento do RN Gás +, novo programa de incentivo ao uso do gás natural para as indústrias e estabelecimentos comerciais, nesta sexta-feira (20). O programa é único no Brasil e vai impactar positivamente na economia do Rio Grande do Norte com a manutenção de 30 mil empregos e o incentivo à instalação de novas indústrias e empreendimentos, gerando novas oportunidades de trabalho, renda e geração de impostos.

O RN Gás+ foi lançado na nova sede do Instituto de desenvolvimento do Meio Ambiente (Idema), inaugurada oficialmente hoje. O prédio, localizado na Avenida Alexandrino de Alencar, no bairro do Tirol em Natal, concentra todos os setores do órgão como as subcoordenadorias de construção civil, indústria, obras públicas, posto de gasolina, extrativismo mineral e petróleo.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (20) a inclusão de informações sobre o banqueiro André Esteves — passadas pelo ex-senador Delcídio do Amaral –, na denúncia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Em delação premiada, Delcídio afirmou que Esteves “é um dos principais mantenedores do Instituto Lula” e que “isso se deve a Lula ter sido um grande ‘sponsor’ [patrocinador] dos negócios do [banco] BTG”.

A inclusão dessas informações foi pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apontou “estreito relacionamento” entre André Esteves e o Instituto Lula.

Janot considera que, embora as doações do banqueiro para o instituto não constituam crime, o contexto em que foram feitas é “extremamente relevante” para investigações em andamento sobre o ex-presidente, “especialmente a que trata de possível prática de crime de
lavagem de dinheiro envolvendo o pagamento de suas palestras”.

Delcídio também disse em sua delação premiada que Lula se utilizou de relações pessoais com chefes de Estado, especialmente na África, para alavancar negócios, mas que “não tem conhecimento de que isso tenha ocorrido em favor do Banco BTG”.

A denúncia contra Lula na Lava Jato diz que ele se juntou a Delcídio a José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo do ex-presidente; ao filho de Bumlai, Mauricio Bumlai, e atuaram para comprar por R$ 250 mil o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

O Instituto Lula alega que o ex-presidente “jamais” tentou interferir na conduta de Cerveró ou em qualquer outro assunto relacionado à Operação Lava Jato. Em nota divulgada nesta quinta (19), o instituto declarou que Lula já esclareceu em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República que jamais conversou o Delcídio sobre o assunto.

Outros inquéritos
O mesmo trecho da delação de Delcídio foi anexado por Teori Zavascki a outros inquéritos da Lava Jato, um deles sobre o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A investigação trata de um suposto “comércio” de emendas operado pelo peemedebista, enquanto exercia o cargo de deputado federal.

A PGR suspeita que Cunha alterou textos de medidas provisórias para favorecer o BTG. Segundo Delcídio relatou, André Esteves tinha “relação densa” com Cunha.
“A frequência com que passaram a ser apresentadas emendas a medidas provisórias constitui elemento que corrobora a percepção do depoente de que havia negócios escusos subjacentes a essa prática”, diz trecho da delação de Delcídio.

As mesmas informações ainda deverão subsidiar outro inquérito que tramita na primeira instância, sob a supervisão do juiz Sérgio Moro. Tratam-se de menções a Esteves envolvendo a venda de postos de gasolina para a BR Distribuidora
Na delação, Delcídio diz que Esteves estaria interessado em calar Cerveró porque o ex-diretor, que também atuou na BR, tinha conhecimento sobre envolvimento de um sócio de Esteves em corrupção no negócio.

A defesa de Esteve pediu ao STF o arquivamento das citações ou que, caso não fosse arquivado, que se reconhecesse que há relação com inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal para apurar o envolvimento do ex-senador Fernando Collor de Mello com o mesmo esquema. Zavascki, no entanto,  atendeu pedido de Janot e enviou o caso para Moro.

Renan Ramalho G1, em Brasília

ARTE KALANGO

         A Fundação Nacional de Saúde, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, publicou nos Diários Oficiais da União(DOU), nos dias 12 e 16 de maio deste ano, as portarias 375, 376, 377 e 395; que instituíram os Processos Seletivos “para priorização de repasses de recursos orçamentários e financeiros para as seguintes ações de engenharia: Melhorias Habitacionais para o controle da Doença de Chagas  (construção, ou reformas de casa), Melhorias Sanitárias Domiciliares – MSD, (construção de banheiros), Sistema de Abastecimento de Água -SAA, em áreas rurais e para o Programa de Resíduos Sólidos Urbanos – PRSU”.

A Superintendência Estadual da Funasa (Suest/RN) enviou ofícios-circulares aos municípios do RN. Para mais informações os gestores municipais interessados, devem ligar para a Divisão de Engenharia de Saúde Pública (Diesp), na Funasa/RN: (84)3220.4770 e 3220/4771

As inscrições de propostas devem ser feitas via Carta Consulta, no sistema SIGA, da Funasa; disponível no site http://www.funasa.gov.br. O prazo de inscrição será de 30 dias após a publicação.

starnet

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que o governo estuda a criação de um programa habitacional e de saneamento que, por meio de parcerias público-privadas (PPPs), beneficiará parcelas da população que atualmente não são atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Em entrevista à Agência Brasil, o ministro reiterou que o Programa Minha Casa, Minha Vida vai continuar “firme e forte”, negando que será suspenso.

“[Ainda] Não estamos anunciando um novo programa, mas equipes técnicas estão sendo formadas no ministério para estudar medidas de captação do capital privado em habitações e saneamento. Quando esse desenho de programa estiver pronto e tiver autorização da Presidência da República vamos, em um outro momento, apresentar esse modelo de programa que, apesar de nada ter a ver [diretamente] com o Minha Casa, Minha Vida, poderá funcionar como linha de reforço auxiliar dele, tendo-o como linha mãe”, antecipou à Agência Brasil o ministro.

Segundo Bruno Araújo, esse reforço para a construção e entrega de mais unidades habitacionais, com perfil diferenciado do programa original, seria feito por meio de PPPs. “A iniciativa privada seria chamada para receber terrenos e construir unidades para a população. E ela [a iniciativa privada] exploraria serviços comerciais vinculados às unidades. Esse é apenas um exemplo de formas para trazer recursos da iniciativa privada a fim de prover mais alternativas de habitação e saneamento para a população”, disse.

Mas neste momento, disse o ministro, o mais importante é que o programa está preservado. “Da minha parte, não há hipótese nenhuma de suspensão do Minha Casa, Minha Vida, a não ser que venha por meio de alguma autorização de instituição superior que encontre fundamentos para isso. Mas não vejo essa possibilidade nem no TCU [Tribunal de Contas da União] nem em nenhum outro órgão. Até porque o programa faz bem à sociedade brasileira, à produção do emprego e à autoestima do cidadão que sonha com sua propriedade”.

Primeiras impressões

Após as primeiras impressões que teve em relação ao ministério, Araújo disse que o desafio será grande. “Encontrei um quadro de colapso das contas públicas e um volume de obras em andamento e prometidas ao Brasil que eram incompatíveis com os recursos e com o poder da sociedade em pagar essas contas”, disse o ministro. “A falta de planejamento impossibilitaria a sociedade de cumprir, no tempo que gostaria, essas obras. Agora vamos ter de apostar no crescimento da economia para ter base de recursos a fim de dar segmento às ações. Enquanto isso, vamos buscar, com gestão, qualidade e redução de custos, ajudar a viabilizar recursos”.

Para compensar a falta de recursos e aperfeiçoar o programa, Araújo pretende melhorar as normas técnicas e “retirar as amarras burocráticas que vão parar no preço do imóvel”. As metas, acrescentou o ministro, só serão apresentadas após a equipe técnica concluir as análises. De acordo com Bruno Araújo, a expectativa é que um diagnóstico seja apresentado até o final do mês ou no início de junho.

“Temos muitas unidades prontas precisando ser ocupadas, inclusive por usuários que já estão pagando as prestações. Vamos levar esse volume e esses dados ao presidente para fazer encaminhamentos o mais rápido possível e permitir que esses brasileiros com imóvel pronto não fiquem do lado de fora contemplando algo que já é seu. Vamos rapidamente buscar uma solução para isso”.

Construção Civil

Na avaliação do ministro, além de diminuir o déficit habitacional do país, o Minha Casa, Minha Vida poderá também ajudar o governo a diminuir o desemprego e a reativar a economia. “Faço uma aposta de que, no caso específico do Minha Casa, Minha Vida, além do forte componente social de entregar unidades habitacionais para o brasileiro que sonha com seu imóvel, será uma forma mais rápida de injetar emprego na economia, de estancar esse processo de aumento do desemprego, e de fornecer acesso ao mercado de trabalho de forma muito rápida”, disse. “Essa é a defesa que farei junto à equipe econômica, para garantir, ao programa, recursos do Orçamento da União, compatibilizados com o FGTS”.

Agência Brasil

Sertão Seridó

www.scriptsell.net