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Teatro, música, literatura e outras atrações marcaram os três primeiros dias do evento que se estende até o fim de outubro

A cidade de Caicó viveu momentos únicos com o primeiro final de semana de atividades da 11ª edição da Aldeia Sesc Seridó, promovida pelo Sistema Fecomércio RN, com realização do Sesc. Foram os três primeiros dias do evento que reuniu centenas de pessoas e continua até o dia 30 de outubro, com programação cultural diversificada e gratuita na região.

O primeiro dia, na quinta-feira (3), o público foi apresentado ao teatro com a apresentação da peça “Sob o Sol” do grupo Companhia Arte e Vida, seguido do espetáculo alagoano “Realidade Apropriada Libera Evidência (R.A.L.E.)”, do projeto Palco Giratório do Sesc. Na sexta-feira (4), ocorreu a abertura oficial da Aldeia com apresentação do projeto e programação para convidados e imprensa.

O segundo dia ficou marcado também pela apresentação do projeto Sonora Brasil, com “A Música dos Povos Originários” que contou com a participação dos grupos indígenas das etnias Guarani Mbya e Kaingang, do Rio Grande do Sul, e Paiter Surui e Karitanas, de Roraima. Para finalizar o dia, ocorreu o cortejo das filarmônicas, o qual reuniu artistas locais e convidados, apresentações de dança com grupos folclóricos como “A irmandade dos Negros do Rosário”, fanfarra dos alunos do projeto Sesc Cidadão de Caicó e os grupos do projeto Sonora Brasil, culminando no concerto de seis orquestras de cidades da região Seridó.

Já o terceiro dia da edição 2019 da Aldeia Sesc Seridó deu espaço a cultura popular, com a peça “Circo Encantado” do artista caicoense Jonas Linhares, que apresentou a arte circense para crianças e adultos com interação da plateia. Após esta primeira apresentação, foi a vez do grupo pernambucano Cavalo Marinho, do grupo Cavalo Marinho Estrela de Ouro, também, inscrito no projeto Palco Giratório do Sesc.

O diretor regional do Sesc RN, Fernando Virgílio destacou o papel da cultura seridoense na realização da Aldeia Sesc Seridó, lembrando que a presença de artistas convidados de outros estados, além de ser atração promove um intercâmbio de experiências com a comunidade e os artistas. Fernando avaliou positivamente esta primeira etapa do evento, citando que a programação se estende até o dia 30 de outubro.

“Reunimos em um único evento as mais diversas expressões artísticas, valorizando o nosso artista e trazendo atrações de nível nacional, valorizando assim a região e o povo seridoense. É o esforço do Sistema Fecomércio e dos associados na realização de um evento de qualidade e que movimenta todo o Seridó. Ficamos satisfeitos pois antes de terminar esta edição, as pessoas já perguntam como será a próxima”, comentou Fernando.

A Aldeia Sesc Seridó continua nos próximos dias. Nos dias 11, 18 e 25 de outubro, está previsto a realização do projeto Letra e Música, com Solange Silva, Rodolfo Lopes e Caio Canuto, respectivamente. Já nos dias 17, 27 e 30 de outubro, será celebrada a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. Confira programação completa no site do Sesc RN.

Juliska Azevedo/Flávia Freire

Quem circular pelo shopping Cidade Jardim até o dia 05 de outubro irá se deparar com uma oportunidade de refletir sobre a cidadania, a infância e o meio ambiente com um olhar crítico e lançado para o futuro. Foi aberta na tarde desta quinta (26) a exposição “As duas faces da cidadania – sob o olhar de Canindé Soares”, do renomado fotógrafo potiguar. A mostra, que integra a programação do Setembro Cidadão, está situada ao lado do Café São Braz.

“É a cidadania sob duas faces, com a proposta de se formar uma visão positiva, voltada para o futuro, mesmo diante da situação difícil hoje enfrentada pela infância e pelo meio ambiente no país”, afirma Lígia Limeira, idealizadora do Setembro Cidadão.

Canindé Soares destacou a alegria com o convite para participar do mês da cidadania, abordando temas tão importantes e atuais. “Trouxemos duas temáticas, a questão do meio ambiente, do mangue do Rio Potengi; e a criança em situação de vulnerabilidade”, explica. O fotógrafo espera que no ambiente do shopping, onde há uma grande circulação de pessoas, a exposição sensibilize quem se deparar com as fotografias. “Esperamos que as pessoas, de modo geral, também se engajem nessa luta pela cidadania, seja em suas redes sociais, seja no modo de agir e pensar”, afirmou.

O diretor do shopping Cidade Jardim, Fernando Veríssimo, explicou que o estabelecimento apoia o Setembro Cidadão desde sua primeira edição. “Sempre tivemos uma preocupação com o social, com o ambiental e vimos desenvolvendo esse trabalho continuamente. A empresa hoje deve ter esse olhar cidadão, não há como se dissociar disso, é preciso se engajar”, afirma.

Teatro, música, artes visuais, dança, cortejo e oficinas integram a programação realizada em Caicó, de 3 a 30/10.

As artes ganham espaço em Caicó com a Aldeia Sesc Seridó, projeto realizado pelo Sistema Fecomércio, com realização do Sesc RN. A 11ª edição do ano contempla uma ampla programação gratuita, com teatro, música, dança, exposição de artes visuais e oficinas. As atividades acontecem de 3 a 30 de outubro em Caicó.

Os espetáculos “Sob o Sol”, da Cia Arte e Vida de Caicó/RN, e “R.A.L.E 0 Realidade Apropriada Libera Evidência (AL) abrem a programação. As apresentações integram a programação do Palco Giratório 2019, projeto do Sesc de intercâmbio de artes cênicas.

A abertura oficial acontece na manhã da sexta-feira (4/10), a partir das 8h, com sarau poético musical, fanfarra do Sesc com os alunos do projeto Sesc Cidadão, apresentação do cordelista Edcarlos Medeiros. No período da tarde, precisamente a partir das 14h, ocorrerá as apresentações do Sonora Brasil Sesc, que neste ano traz para o RN quatro grupos indígenas dentro da temática “A Música dos Povos Originários”. Os grupos são das etnias Guarani Mbya e Kaingang, do Rio Grande do Sul, e Paiter Surui e Karitanas, de Roraima.

Às 18h, começa o cortejo com filarmônicas, grupos e artistas potiguares, o qual culminará em um concerto com todas as filarmônicas convidadas, apresentações de dança com grupos folclóricos como “Os Negros do Rosário” e a “Fanfarra da Escola EECCAM”, com participação dos artistas do Palco Giratório e Sonora Brasil. A noite culminará em uma apresentação final da Grande Filarmônica Sesc Seridó, a união de todos os músicos das Filarmônicas convidadas executando um único repertório.

No sábado (5), ocorrerão dois espetáculos: “Circo Encantado” e “Cavalo Marinho de Pernambuco”, do grupo Cavalo Marinho Estrela de Ouro/PE, esta última uma outra apresentação do Palco Giratório 2019, que no domingo (6) realizará um intercâmbio entre os grupos que trará para o RN.

Quando pensamos em Charles Darwin, automaticamente pensamos na Teoria da Evolução. Assim como muita gente pensa que Darwin disse que o ser humano veio do macaco -uma bobagem que já expliquei no artigo “Os macacos de Darwin”-, a Igreja Católica também não rejeita a Teoria da Evolução, nem afirma que o homem foi criado diretamente do barro.

A proximidade genética do ser humano com o chimpanzé e o bonobo já serviria de prova da evolução das espécies -usando o raciocínio de Ockham, frade franciscano que ensinava o argumento da simplicidade das explicações-, afinal, por que Deus se daria ao trabalho de fazer espécies geneticamente próximas uma a uma se pode se valer da evolução? Chega a ser curioso, quando o Rio Congo formou-se há mais de um milhão de anos, os chimpanzés ficaram isolados com os gorilas, desenvolvendo um comportamento agressivo e sendo o primata que mais oprime a fêmea, já o bonobo, sem concorrência, desenvolveu um comportamento sexual muito parecido com o humano… Primos interessantes da humanidade, inteligentes e com capacidade de comunicação.

Para encerrar as polêmicas entre e teólogos católicos com evolucionistas e existencialistas, o Papa Pio XII, em 1950, escreveu a Encíclica Humani Generis (w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p- xii_enc_12081950_humani-generis.html), que tratou de muitos assuntos relacionados à criação do gênero humano.

Sobre a criação do ser humano, chama a atenção o parágrafo 36: “Por isso o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo, que busca a origem do corpo humano em matéria viva preexistente (pois a fé nos obriga a reter que as almas são diretamente criadas por Deus), segundo o estágio atual das ciências humanas e da sagrada teologia, de modo que as razões de uma e outra opinião, isto é, dos que defendem ou impugnam tal doutrina, sejam ponderadas e julgadas com a devida gravidade, moderação e comedimento”.

Naqueles anos, o ateísmo que atacava a Bíblia e a Igreja precisava reafirmar sua posição, como se vê no parágrafo 38: “Da mesma forma que nas ciências biológicas e antropológicas, há alguns que também nas históricas ultrapassam audazmente os limites e cautelas estabelecidos pela Igreja. De modo particular, é deplorável a maneira extraordinariamente livre de interpretar os livros históricos do Antigo Testamento”.

Usavam uma carta da Comissão Pontifícia para os Estudos Bíblicos que “adverte claramente que os onze primeiros capítulos do Gênesis, embora não concordem propriamente com o método histórico, pertencem ao gênero histórico em sentido verdadeiro e que, com estilo singelo e figurado, acomodado à mente do povo pouco culto, contêm as verdades principais e fundamentais em que se apoia a nossa própria salvação, bem como uma descrição popular da origem do gênero humano e do povo escolhido”.

Embora simples e figurados, foram escritos ajudados pelo sopro da divina inspiração. E é uma visão semelhante a que tive empiricamente quando me converti católico, vi claramente no Gênesis os elementos que eu conhecia do Evolucionismo e das Teorias Cosmológicas do Big Bang do Padre Georges Lemaitre.

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

O potiguar Luís da Câmara Cascudo é reconhecido em todo o Brasil por sua contribuição como historiador e folclorista. Mas seu flerte com a poesia é pouco conhecido, e é esse o mote do próximo livro publicado pelo Sistema Fecomércio, por meio do Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN). “O poeta Câmara Cascudo – um livro no inferno da biblioteca”, do escritor Dácio Galvão, será lançado na quinta-feira (30/5), às 18h30, no salão de eventos do Sesc Rio Branco.

No livro, o escritor e presidente da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) analisa a contribuição do poeta Cascudo ao Movimento Modernista brasileiro em sua fase inicial de abrangência nacional, na década de 1920. Aprofunda, ainda, os laços do intelectual potiguar com os escritores Mário de Andrade e Oswald de Andrade, e a admiração pela poesia do estadunidense Walt Whitman, de quem traduziu poemas.

A publicação analisa a curta produção poética de Cascudo por meio de flertes com a poesia japonesa, o jazz e outras linguagens. Entre as observações, revela o pioneirismo do autor na experimentação no campo da poesia visual inspirado no escritor Jorge Fernandes, referência modernista potiguar.

“O poeta Câmara Cascudo – um livro no inferno da biblioteca” traz encartado o álbum “Brouhaha”, com versos de Cascudo musicados por grandes nomes da MPB. Os livros, assim como todas as publicações com o selo Fecomércio-Sesc, não podem ser comercializados, e ficam disponíveis para empréstimo e consulta gratuitos na rede de bibliotecas Sesc RN.

Atuação do Sesc em literatura

O Sesc RN incentiva o hábito da leitura, de modo a formar um público leitor diverso por meio da democratização do acesso ao mundo das letras, com projetos como a unidade móvel BiblioSesc, as bibliotecas fixas nas unidades Sesc, a Ação Sesc de Literatura, o Arte da Palavra, entre outros.

Fomenta ainda tanto o talento de escritores potiguares iniciantes quanto dos já conhecidos pelo mercado literário: já foram mais de 40 publicações e apoios a obras literárias.

A nível nacional, o Sesc estimula, há 16 anos, o surgimento de novos autores com o Prêmio Sesc de Literatura. O prêmio já recebeu diversas inscrições de autores potiguares, tendo, na edição 2017, um vencedor norte-riograndense: “Última Hora”, do mossoroense José Almeida Junior, foi o escolhido na categoria Romance.

Sobre o autor

Natural de Natal, Dácio Galvão é licenciado em Letras, mestre em Literatura Comparada e doutor em Literatura e Memória Cultural pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Preside o Conselho Curador da Fundação Hélio Galvão e a Fundação Capitania das Artes, também exercendo a função de Secretário de Cultura da Cidade do Natal.